POLÊMICA E ESTILOSA- A CALÇA CAPRI RETORNA PARA O STREETWEAR

Apesar da estética dos anos 90 estar em alta atualmente, a calça capri volta diretamente dos anos 2000 para marcar o nosso street style. Com uma pegada mais oversized e esportiva, essa peça polêmica ganha força, trazendo consigo todo o estilo e autenticidade que a fizeram se tornar uma peça icônica na época.

Comprida demais para ser bermuda e curta demais para ser uma calça comum, a calça capri foi criada pela estilista alemã Sonja de Lennart, ganhando vida durante a década de 40 e popularizada por Grace Kelly, a princesa de Mônaco, durante sua passagem de férias pelas ilhas de Capri, assim batizando esse modelo tão único na moda. Alguns anos depois, atrizes influentes como Audrey Hepburn e Brigitte Bardot também começaram a usar o modelo capri, trazendo fama para as calças que eram vistas como “ousadas” durante os anos 50 e 60. E como tudo na moda é cíclico, elas voltaram nos anos 2000, acompanhando a estética sexy que foi referência na moda Y2K, e agora retomam o seu posto polêmico durante o verão de 2024 com uma cara nova. 

No street style, o modelo se reinventa sendo combinado com peças esportivas e oversized. Se antes a moda eram as capris em jeans, bem justas e com a cintura baixa, hoje em dia a sua modelagem muda, explorando tecidos confortáveis, um cós mais alto e produções que passeiam entre o social e o despojado de forma mais clean, sem o maximalismo que tomou conta durante os anos 2000. Dessa vez, os visuais combinam as capris principalmente com sapatilhas e saltos mais finos, juntamente de blazers e peças com uma estética mais classy, propondo looks repletos de elegância e sofisticação.

Com a ascensão de estilos voltados para os anos 90, a calça capri chega como um restinho do boom da estética Y2K que marcou 2023. Será que vamos dar um adeus definitivo para os anos 2000? O que vocês acham?

Beijos, Lalá.

AS CORES MAIS QUENTES DE 2024- OS TONS QUE ESTÃO CARIMBANDO O STREET STYLE DE VERÃO

No início do ano, a Pantone declarou que a cor de 2024 seria o Peach Fuzz. O tom suave que traz uma sensação de conforto e delicadeza já apareceu em várias áreas, porém no universo da moda, outras cores estão roubando a cena durante o verão europeu e se tornando as principais tendências de 2024. Vamos conferir?

Começando pelas cores mais neutras, o branco e o marrom estão dominando as peças e produções de moda. Os vestidos de cintura baixa, que já são tendência, aparecem principalmente na cor branca com pouca variação, geralmente adotando um tom mais brilhante e perolado. O marrom também tem se destacado nos últimos desfiles e marca presença nas peças que revivem a moda dos anos 90 para o streetstyle atual, como jaquetas de couro desgastadas, padronagens de xadrez, coletes e calças com um ar mais vintage.

Já indo para os tons mais coloridos, o amarelo amanteigado, o azul bebê e o verde oliva realmente chegaram para marcar o ano, tanto no inverno quanto agora no verão. Essas cores entram em ascensão justamente pelo seu caráter menos vibrante, sendo uma boa aposta para quem quer começar a adotar um pouco mais de cor no guarda-roupa. Apesar de polêmico, o amarelo aparece bastante nos vestidos e saias de verão, trazendo um ar leve e delicado às produções. Já o azul bebê é marcado principalmente pela lavagem mais clara dos jeans, que é outra tendência que está tomando conta da moda street. O verde oliva, apesar de ser um tom um pouco mais sóbrio do que os outros dois, também marca muitos visuais, tanto nos vestidos quanto em looks com uma vibe mais tomboy, com os jorts destroyed e calças com lavagens mais manchadas.

Confesso que acho uma graça esses tons mais doces, misturando um toque de delicadeza com produções super descoladas e sofisticadas. Muito lindo! O que vocês acham?

Beijos, Lalá

A APOSTA VERSÁTIL E ATEMPORAL DO VERÃO EUROPEU  

Como tudo na moda é cíclico, tendências vêm e vão. Entretanto, algumas peças se tornam clássicas e atemporais, tornando-se itens essenciais em todos os guarda-roupas e estilos. E agora a tendência é o jeans, a peça que teve origem com os trabalhadores e hoje se faz presente na vida de todo mundo como um dos itens mais democráticos da moda.

Com uma longa história na cena fashion, o jeans teve sua primeira aparição em Nimes, na França, em 1792. Usado principalmente para as roupas dos trabalhadores do campo e para os marinheiros vestirem durante as viagens, devido à característica mais rígida do tecido, que na época era tingido principalmente de marrom. Alguns anos depois, este chamou a atenção do alemão Levi Strauss, que adaptou o denim como uniforme dos mineradores, criando uma versão mais confortável e maleável, sem perder a sua durabilidade. Nascia assim, em 1860, a primeira calça Levi’s, que se tornou uma peça super comercial e, ao longo dos anos, passou a ganhar ainda mais popularidade.

Agora, falando do verão europeu, o jeans volta com tudo no streetstyle, tanto no seu tingimento azul clássico quanto em outras variações do tom! Marcando presença nos vestidos, calças, bermudas e até mesmo nos looks all denim. Já o styling fica marcado pelos saltos mais delicados, óculos de sol maximalistas e muitos acessórios, trazendo ainda mais informação de moda para os looks. Apesar da tendência estar acontecendo lá no verão europeu, nós também podemos adaptar o jeans para a chegada do inverno aqui no Brasil, justamente por ser super adaptável e também uma ótima aposta para nos mantermos aquecidos durante as temperaturas mais baixas.

Quem não ama um jeans, não é mesmo? Já separaram aquela peça icônica do guarda-roupa para usar? Eu confesso que amo e não abro mão das peças vintages, que juntam muito estilo e conforto, tanto para o dia a dia quanto para as ocasiões mais especiais!

Beijos, Lalá.

A SEMANA DE ALTA-COSTURA CHEGA AO FIM COM O UNIVERSO FANTASIOSO DE ROBERT WUN

Depois de uma semana marcada por desfiles únicos e incríveis, hoje chega ao fim a temporada de inverno com as apresentações de Ashi Studio e do estilista mais queridinho atualmente, Robert Wun, com seu tom dramático e teatral que mistura a Haute Couture com um toque de terror sofisticado.

O estilista, nascido em Hong Kong, se formou no London College of Fashion em 2012, lançando sua marca homônima um ano depois. Reconhecido pelo seu teor revolucionário e estilo único, Wun estreou na semana de alta-costura no ano passado e se tornou, a partir daí, um dos estilistas mais icônicos na atualidade, justamente por trazer em suas peças um estilo arquitetônico que explora as dualidades entre o harmônico e o caótico e o artificial e o orgânico, através de uma identidade futurista que explora formas fortes e inovadoras, uma estética vibrante com muitas cores e texturas, volumes e materiais, construindo uma nova cara para a indústria da moda atual.

Nessa coleção, o estilista adentra a beleza do tempo através de temas que mostram como a passagem deste acontece em diferentes capítulos: da vida até a morte, da terra ao universo e também na natureza. Explorando silhuetas esguias e bem marcadas com os espartilhos, plissados, transparências e muita tridimensionalidade, os looks que imitavam músculos e esqueletos foram os que chamaram a atenção, juntamente com as flores, borboletas em 3D aplicadas nas roupas e as marcas de queimadura que já apareceram outras vezes em seus trabalhos. Robert Wun traz a experimentação para a alta-costura, alcançando uma coleção sofisticada e muito impactante.

Wun, com certeza, foi um destaque durante essa semana de alta-costura ao lado de outras maisons que proporcionaram momentos únicos durante todos esses dias. As temporadas de moda são momentos de inspiração e servem para acessarmos novos olhares em relação à moda contemporânea e ao que pode surgir com os designers mais novos. Qual foi o desfile preferido de vocês? Me contem!

Beijos, Lalá. 

A ALTA-COSTURA E O STREET STYLE CAMINHAM JUNTOS NA NOVA COLEÇÃO DA BALENCIAGA

A semana de alta-costura começou na segunda-feira, 24 de junho, em Paris. Com o início marcado pela nova coleção da Schiaparelli, esses dois dias de eventos já foram marcados por desfiles incríveis das nossas maisons preferidas, como Dior, Chanel, Iris Van Herpen e Giambattista Valli. Entretanto, no post de hoje, vamos conferir um pouco de como foi o desfile da Balenciaga, que aconteceu nesta manhã e já conta com muitos comentários na internet!

Como sempre, o trabalho de Demna Gvasalia gera muitas opiniões, e dessa vez não poderia ser diferente! Ao som de uma trilha sonora de meditação guiada, Demna apresenta uma alta-costura subversiva, rejeitando a formalidade que sempre foi exigida e, dessa forma, misturando os códigos mais conhecidos da maison com sua estética pessoal. Enxergando a exclusividade que a alta-costura tanto pede dentro da ideia da imprevisibilidade, ele apresenta uma dualidade entre os vestidos que parecem ter sido tirados diretamente de uma festa de gala e looks que olham 100% para o streetwear, apropriando-se dos jeans, jaquetas e camisetas.

O desfile ficou marcado pelo detalhamento, como as ombreiras que criavam um caimento diferente nas peças, as camisetas que foram usadas em cima dos chapéus, e os patchworks que juntavam cintos, camisetas de time, jeans e casacos. Os vestidos também chamam muita atenção, com tecidos de couro, metalizados e texturizados. Porém, o último look, feito de tule, marca o desfile justamente por ter sido criado na hora do evento, apenas enrolando o tecido diretamente no corpo da modelo. No final, tudo o que entendemos como casual e alta-costura passa a ser reinterpretado através de um olhar novo e contemporâneo, trazendo a reflexão sobre o que caracteriza o luxo.

A Balenciaga sempre gera muitas discussões em suas apresentações, sendo uma marca que as pessoas ou amam ou odeiam. Ainda assim, é interessante perceber algumas mensagens e códigos que trazem um toque inovador à forma como entendemos moda atualmente. O que vocês acham? Ainda haverá mais desfiles ao longo desses dias e estarei ansiosa para vir compartilhar com vocês!

Beijos, Lalá.