CLOUD DANCER OU TRANSFORMATIVE TEAL – QUAL É A COR PARA 2026?

Todo começo de ano, grandes empresas como a Pantone e a Coloro escolhem uma cor para marcar a chegada de um novo ciclo. Por meio de pesquisas comportamentais, reflexões sobre o momento social que estamos vivendo e outros aspectos sociológicos, essas autoridades nos universos da moda, do design e da decoração iniciam suas pesquisas meses antes do início do ano para, finalmente, bater o martelo e apresentar o que podemos esperar da cor escolhida e de seus significados. Entretanto, após o anúncio da cor branca pela Pantone, muitas opiniões se dividiram, e a WGSN, em parceria com a Coloro, apostou no verde como a cor que representa a chegada de 2026. Mas, afinal, qual é a cor certa?

Cloud Dancer foi a cor escolhida pela Pantone. O tom de branco chega como uma influência tranquilizadora para um momento em que o mundo passa por fases turbulentas e de muito barulho, convidando-nos a abraçar o silêncio, a reflexão, o foco e o relaxamento. A proposta é diminuir o ritmo e acolher a calma necessária após meses agitados. Assim, a cor se consolida como tendência na moda, especialmente em produções monocromáticas, além de marcar presença no design e na decoração.

Entretanto, com as polêmicas em torno da cor escolhida, a concorrência logo se manifestou e elegeu o Transformative Teal como sua aposta para 2026. Por meio da mistura entre verde e azul, a tonalidade carrega um ar aquático, sustentando um significado que representa um período de mudanças e redirecionamentos, assim como a transformação da visão do consumidor em relação ao consumo e o avanço da preocupação com o meio ambiente e a sustentabilidade. Utilizada na moda, na beleza, na decoração e no design, a cor transmite frescor, calma e restauração.

Claro que todas essas cores tentam explicar um pouco sobre o nosso momento atual, mas, independentemente disso, nenhuma delas é uma regra… Por isso, a cor certa é aquela que faz mais sentido para você, de acordo com o seu significado e também com a sua própria evolução ao longo do ano. Em um momento em que pedimos por liberdade, a cor do ano também é um dos aspectos que ficam em aberto para que possamos tomar nossa decisão.

Então me contem: qual será a cor do ano de vocês?

Beijos, Lalá.

PRE-FALL DIOR 2025/2026- AS TEXTURAS DE JONATHAN ANDERSON PARA A PRIMEIRA PROPOSTA DE INVERNO NA MAISON FRANCESA

Jonathan Anderson apresentou sua primeira coleção pré-fall ontem, dia 17 de dezembro, e, já nos preparando para o que poderemos ver no futuro na coleção de inverno, essa proposta ainda respira os pequenos elementos apresentados no início deste ano, no desfile que marcou a estreia de Anderson na maison. Uma coleção que prova que a mulher Dior contemporânea sabe equilibrar fluidez e estrutura mesmo em uma estética fria.

Enquanto inicia sua trajetória na Dior, Anderson consegue nos mostrar que o cotidiano e o ordinário podem, sim, se transformar em alta-costura. Ao trabalhar o jeans e os vestidos repletos de texturas e volumes, o designer nos convida a revisitar o significado do luxo contemporâneo, que já não se sustenta apenas em itens inalcançáveis, mas se revela no cotidiano, desde calças e saias que, à primeira vista, parecem comuns, até conjuntos ornamentados e casaquetos que escondem uma modelagem inovadora por trás das experimentações têxteis que adornam suas peças.

Para o olhar contemporâneo de Anderson, o estilo é algo que se combina e se adapta, assim como o que ele faz na Dior. Em uma coleção que vai da socialite minimalista à jovem garota da cidade, que está sempre experimentando coisas novas, suas peças não seguem regras rígidas e impositivas, mas constroem um ambiente adaptável, no qual a roupa se ajusta a quem a veste, e não o contrário. Por isso, quando olhamos para os grandes vestidos de gala de tule e para os casacos maximalistas e elaborados, as peças parecem estar muito mais próximas da nossa realidade do que de costume, criando uma moda que não é necessariamente democrática, mas que desperta desejo em todos nós.

Anderson é uma das principais apostas contemporâneas no mundo da moda atualmente e, aos poucos, vem conquistando o público,  principalmente as novas gerações, com suas propostas que passeiam entre o ordinário e o luxo, explorando esse contraste como um lugar de curiosidade. Ansiosa já pela próxima coleção. E vocês?

Beijos, Lalá.

DIVERTIDAS E VERSÁTEIS- 3 PEÇAS QUE VÃO MARCAR A CHEGADA DO VERÃO!

Com a chegada do verão, sempre esperamos novas tendências que mudem um pouco as propostas que vimos ao longo do ano e, assim, observamos o que começa a ganhar mais popularidade e as formas como essas novas peças passam a ser utilizadas, principalmente no streetwear. E, como já sabemos que o minimalismo fica cada vez mais para trás, hoje trouxe três peças que vão bombar no verão, mas que são atemporais e versáteis para todas as épocas do ano!

PONCHOS

As blusas fluídas, ou os famosos ponchos, são peças que vêm se destacando nas propostas de verão. Com tecidos e fibras leves e bem “respiráveis”, essas blusas são perfeitas e superconfortáveis para entrar como uma proposta de terceira peça quando combinadas com tops nos dias de calor. Elas são versáteis, estilosas e uma opção fácil para trazer mais estilo a qualquer produção, além de poderem ser facilmente adaptadas às outras estações do ano.

SLIP DRESS

Já não é mais novidade que as lingeries deixaram de ser apenas peças íntimas para se tornarem roupas statement para qualquer ocasião. Entretanto, dentre todos os tipos e modelos, as camisolas, ou slip dresses, passaram a ganhar os holofotes da moda, tornando-se peças principais nos looks das maiores it girls da atualidade. Não apenas como uma proposta para a praia, as camisolas também se adaptam ao estilo urbano e às mais diversas propostas de styling: seja como vestido usado sozinho, como blusa ou combinado com calça, essa peça é versátil e completamente atemporal.

MINI SAIAS COM APLICAÇÕES

Brilhos, lantejoulas e muitas cores… Os comprimentos mini e micro já estavam no nosso radar, começando com os shorts de brilho e estampas que marcaram as tendências de moda no ano passado. Desta vez, a peça que assume esse lugar são as saias, que trazem um toque mais divertido para as produções, transformam um look casual em uma proposta mais festiva e chic, além de serem uma forma descomplicada de deixar um look de passeio mais elaborado.

Para 2026, podemos esperar a chegada de um verão com muitas cores, silhuetas, texturas e brilho. A diversão e o maximalismo tomam conta após um ano de emoções contidas e de uma imagem de moda mais clean. Qual dessas peças é a sua favorita?

Beijos, Lalá.

O RETORNO DO SEXY NA MODA E SUA RELAÇÃO COM A ALTA DA MÚSICA POP

O estilo sexy estava de lado já há muito tempo… E se antes ele foi sinônimo de estética para as maiores divas pop do começo dos anos 2000, nos últimos anos essa onda se perdeu totalmente e deu espaço a um novo estilo para aquilo que se tornava popular, algo mais centrado, sentimental e quase introspectivo. Entretanto, assim como na moda, a música também cumpre ciclos de estilos e estéticas, e agora o que vemos é a volta das roupas mais coladas e glamourosas, compartilhadas principalmente pelas principais divas do pop atual.

Sabrina Carpenter, Tate McRae e Addison Rae são alguns dos nomes atuais que mais crescem dentro da indústria musical, especialmente entre as garotas mais novas. Carregando uma imagem que explora essa sensualidade feminina, elas a constroem ao lado de uma delicadeza e naturalidade que geram muito mais identificação entre as jovens do que a criação de uma imagem de desejo. Isso conversa diretamente com os movimentos e discussões que vêm acontecendo nos últimos tempos quando pensamos em mulheres em posições de fama e poder, mas que não se vendem por isso, ao mesmo tempo em que provam que sensualidade e vulgaridade são palavras que caminham distantes uma da outra.

Assim, essa tendência também se estende para a moda, que passa a ser marcada pelo uso de rendas e transparências, hot pants, saias micro sempre combinadas com meia-calça e saltos, além do uso de peças como lingerie e uma mistura de nightwear para sair, que brinca com esses dois olhares: um que traz um tom mais divertido para a sensualidade e outro que carrega uma imagem mais forte, mais femme fatale — mas que, ainda assim, diz muito sobre a visão de uma mulher contemporânea e poderosa, que não tem medo de ser e vestir o que quiser!

As tendências vêm e vão, retomando imagens e figuras que muitas vezes parecem estar esquecidas, mas que, quando reaparecem, trazem uma sensação de nostalgia e diversão — assim como o pop, que sempre foi sinônimo de feminilidade, de um lifestyle de festa e ousadia, e que também sempre conversou um pouquinho com a nossa garota interior. Eu amo esse estilo, e vocês?

Beijos, Lalá.

CHANEL CHEGA A NOVA YORK- PRE-FALL 2026

Na última semana internacional de moda, nós prestigiamos a estreia de Matthieu Blazy como o novo diretor criativo da famosa maison francesa Chanel. E, há dois dias, pudemos ver um pouquinho mais do rumo que o estilista franco-belga pretende dar à marca durante a sua apresentação do Métiers d’Art, a coleção anual da etiqueta que celebra a expertise dos artesãos e ateliês que colaboram com a maison. Blazy leva a tradição francesa para dentro do metrô de Nova York e cria ares inovadores como promessa para futuros desfiles.

Com o mercado americano crescendo cada vez mais dentro da moda, a escolha do cenário de Blazy não é aleatória: a cidade que nunca dorme fez parte de grandes momentos da história da maison, desde as primeiras viagens transatlânticas de Gabrielle, sua fundadora, até a última coleção Métiers d’Art de Karl Lagerfeld. Assim, o novo diretor criativo continua mantendo esse legado de relações entre a Europa e os Estados Unidos, mas o tensiona por meio da mistura entre a tradição e o olhar contemporâneo.

Sabemos que a Chanel invadiu o imaginário popular com a construção da imagem de uma mulher elegante e tradicional, que poucas vezes passava por experimentações. Entretanto, nessa nova abordagem de Matthieu Blazy, o diretor criativo propõe uma mistura entre diferentes arquétipos de mulheres que estão presentes nas ruas e na vida real. O estilo decadente da ostentação, que marcou o perfil das mulheres dos anos 60, até as imagens do power dressing e da mulher em posição de poder que configuraram a moda feminina dos anos 70 e 80, tornam-se fontes de inspiração para uma coleção que explora diversos elementos tradicionais da marca de forma mais nova e ousada.

Tweeds desabados que parecem flanelas, jeans, camisetas estampadas, tricôs com pontos alargados e vestidos bordados se cruzam em um cenário cotidiano e contam pequenas narrativas de mulheres que se unem pela moda, independentemente do estilo. Para a Chanel de Blazy, a ideia de hierarquia parece desaparecer, e todas as mulheres passam a coexistir em um só momento, unindo-se em um desfile que remonta o luxo a um olhar atualizado, mas que não perde sua essência elegante e sofisticada.

A Chanel se renova e se prepara para ganhar novos olhares e, depois de assistir aos dois desfiles sob a direção de Matthieu Blazy, só se confirma mais uma vez que a maison foi entregue em boas mãos, fazendo jus tanto ao seu passado e história quanto ao seu olhar para um futuro moderno.

Beijos, Lalá.