
Jonathan Anderson apresentou sua primeira coleção pré-fall ontem, dia 17 de dezembro, e, já nos preparando para o que poderemos ver no futuro na coleção de inverno, essa proposta ainda respira os pequenos elementos apresentados no início deste ano, no desfile que marcou a estreia de Anderson na maison. Uma coleção que prova que a mulher Dior contemporânea sabe equilibrar fluidez e estrutura mesmo em uma estética fria.


Enquanto inicia sua trajetória na Dior, Anderson consegue nos mostrar que o cotidiano e o ordinário podem, sim, se transformar em alta-costura. Ao trabalhar o jeans e os vestidos repletos de texturas e volumes, o designer nos convida a revisitar o significado do luxo contemporâneo, que já não se sustenta apenas em itens inalcançáveis, mas se revela no cotidiano, desde calças e saias que, à primeira vista, parecem comuns, até conjuntos ornamentados e casaquetos que escondem uma modelagem inovadora por trás das experimentações têxteis que adornam suas peças.




Para o olhar contemporâneo de Anderson, o estilo é algo que se combina e se adapta, assim como o que ele faz na Dior. Em uma coleção que vai da socialite minimalista à jovem garota da cidade, que está sempre experimentando coisas novas, suas peças não seguem regras rígidas e impositivas, mas constroem um ambiente adaptável, no qual a roupa se ajusta a quem a veste, e não o contrário. Por isso, quando olhamos para os grandes vestidos de gala de tule e para os casacos maximalistas e elaborados, as peças parecem estar muito mais próximas da nossa realidade do que de costume, criando uma moda que não é necessariamente democrática, mas que desperta desejo em todos nós.




Anderson é uma das principais apostas contemporâneas no mundo da moda atualmente e, aos poucos, vem conquistando o público, principalmente as novas gerações, com suas propostas que passeiam entre o ordinário e o luxo, explorando esse contraste como um lugar de curiosidade. Ansiosa já pela próxima coleção. E vocês?
Beijos, Lalá.
