
Nesta segunda-feira, dia 26 de janeiro, os olhos da moda foram tomados por mais uma edição da Haute Couture em Paris. E, apesar de a Schiaparelli abrir os novos desfiles de verão, toda a atenção estava voltada para a maison Dior e a estreia de Jonathan Anderson na alta-costura, que acontecia no gramado do Museu Rodin. Inspirado pela história daqueles que o antecederam, Anderson cria uma atmosfera nova e emocionante, que já marca o primeiro dia de apresentações.


E, como foi dito pelo novo diretor criativo da Dior, uma das principais inspirações do desfile surge a partir de um presente dado por John Galliano (estilista que marcou a Dior de 1996 até 2011) e que também serviu de referência para o convite da passarela, com ramos de flores decorados com fitas. Mas por que as flores são tão presentes na Dior? É aí que olhamos para o passado e entendemos um pouco mais sobre a história da maison e de seu fundador. Christian Dior cresceu rodeado pela natureza, na Normandia, no jardim de sua mãe, com diversos tipos de rosas, transformando esse lugar em seu próprio refúgio. Assim, as memórias das rosas ultrapassaram suas coleções e se tornaram também fonte de inspiração para esses dois diretores, John Galliano e Jonathan Anderson, como passado e presente que se comunicam por meio de um olhar criativo voltado para o futuro e carregado de rebeldia.


Na passarela, as flores voltam a adornar as silhuetas com um tom romântico, mas exótico ao mesmo tempo. Elas se misturam às peças, criando novos tipos de espécies nunca antes vistas. Anderson brinca com proporções, babados, materialidades e cores, mas passa longe da mesmice que parecia tomar conta das últimas semanas internacionais de moda. Os caimentos parecem cada vez mais interessantes, e as peças sustentam um olhar experimental que respira a sofisticação necessária da alta-costura. O passado e o presente passam a moldar o futuro da Dior pelas mãos de Jonathan Anderson.






A semana de alta-costura acabou de começar, e muitas marcas já prometem entregar inovação e um olhar experimental que retrata a moda contemporânea na atualidade. Eu amei o desfile da Dior e mal posso esperar para ver o que ainda veremos nas próximas edições. Enquanto isso, continuamos de olho nos desfiles da temporada de verão, que prometem ser de tirar o fôlego.
Beijos, Lalá.












































