CASUAL CHIC- A ALFAIATARIA PARA ALÉM DO SOCIAL

Nos últimos tempos, o estilo casual chic começou a tomar conta das tendências, não só pelo seu aspecto atemporal, mas também por equilibrar o estilo elegante e sofisticado das peças sociais com o conforto do visual casual, tornando-se uma aposta para diversas ocasiões diferentes, desde um passeio no meio do dia até reuniões de trabalho. Mas quais são as dicas para montar esses looks? Vem comigo que eu te conto!

Claro que, quando estamos falando desse lado mais chique, precisamos levar em consideração as modelagens e as escolhas de tecidos. Portanto, peças de alfaiataria, blazers e tecidos como linho, cetim, crepe e tricôs finos são os elementos que mais aparecem na maior parte das composições, mas são misturados com jeans, moletons, tênis e sapatilhas.

Agora, falando das composições visuais, elas podem ir para um lugar mais experimental e criativo, trazendo referências de marcas como Miu Miu e Prada, que exploram essa mistura entre o casual e o social. Uma opção é misturar saias em tecidos mais encorpados com suéteres e camisas e finalizar o look com um tênis esportivo ou um calçado mais urbano, ou trazer um tecido mais sofisticado em uma das peças e misturá-lo com jeans ou sarja.

E, claro, uma das combinações mais coringas e atemporais são as calças de alfaiataria com regatas mais básicas, investindo em uma terceira peça, como uma camisa social ou um blazer. A regata quebra um pouco da seriedade do look e explora propostas que equilibram melhor as estéticas, sendo perfeitas para aqueles dias corridos!

As propostas do casual chic nos lembram que ter estilo não é estar desconfortável ou deixar as peças guardadas para momentos específicos. Ele faz parte da nossa rotina e pode ser tão fashion quanto funcional e confortável. Qual dessas composições é a sua preferida?

Beijos, Lalá.

ALTA-COSTURA INVERNO 26/27-  O ENCANTAMENTO SURREALISTA NA COLEÇÃO DA SCHIAPARELLI

A semana de alta-costura começou oficialmente na segunda-feira, dia 6 de julho. Contando com marcas como Dior, Iris Van Herpen e Rahul Mishra logo no primeiro dia, a etiqueta que mais uma vez chama a atenção é a maison Schiaparelli, que marca a abertura de mais uma temporada com seus códigos surrealistas e mergulha na beleza do improvável para dar vida a mais uma coleção de tirar o fôlego.

Em uma coleção que recebe o nome de “O Abismo”, Daniel Roseberry, diretor criativo da maison, explora um olhar ainda mais fantasioso para a etiqueta. A atmosfera fica marcada entre a agonia e o êxtase, e a frase l’appel du vide (“o chamado do vazio”) vira o ponto de partida para uma coleção que estreia novas materialidades dentro da linguagem da marca, enquanto a dramaticidade é marcada pela experimentação.

Nessa coleção, o tom sexy e as silhuetas bem marcadas continuam como alguns dos códigos mais conhecidos da maison. Entretanto, desta vez, as peças de látex e silicone chamam a atenção ao ganharem novos detalhes, cores e até mesmo uma iluminação integrada. Os vestidos arquitetônicos e dramáticos recebem bordados florais feitos à mão com pétalas reais. As franjas e o movimento continuam como parte integrante da mente criativa de Roseberry, mas, desta vez, surgem com uma nova proposta e técnicas que levam o surrealismo a um novo patamar.

A semana da alta-costura, diferente do prêt-à-porter, recebe um privilégio que parece ser cada vez mais raro: o tempo, do qual Daniel Roseberry faz bom uso por meio de testes de materialidades, tecnologias e de uma preocupação com o fazer artesanal, que nos faz sentir um pouco dessa magia da moda que, às vezes, parece estar escondida, mas que se revela nas grandes coleções. Qual é a próxima marca que vocês estão ansiosas para ver?

Beijos,
Lalá.

O VERÃO DE JACQUEMUS- LEVEZA, CORES E NATUREZA NA COLEÇÃO 26/27

Na segunda-feira, dia 29, a Jacquemus apresentou, um dia após a semana de moda masculina, sua coleção de verão, explorando as cores, as modelagens leves e uma estética mediterrânea. Inspirado em suas próprias memórias, Simon Porte Jacquemus escolheu o “Phare de la Pietra”, um farol situado em uma ilha na Córsega, como cenário da coleção, que continua trazendo seus signos mais conhecidos e homenageia as memórias de sua mãe à beira-mar.

A coleção, intitulada “Le Bonheur”, parece lapidar e explorar um novo olhar sobre as ideias que já apareciam anteriormente nas passarelas, que se tornaram verdadeiros espetáculos ao longo do tempo. Transparências, recortes e volumes fazem parte do universo proposto por Simon Porte, e a sensualidade se esconde de forma delicada por meio das cores e das modelagens, que equilibram esse apelo mais sexy com a estética mediterrânea refinada.

Na coleção feminina, destacam-se os micro tops, os drapeados que adornam calças e camisetas, biquínis e peças completas com transparência, além de muitas modelagens volumosas, arredondadas e cheias de recortes, tanto laterais quanto posicionados em outras partes do corpo. E as escolhas de tecidos não são aleatórias: algodão, popeline e organza adentram a coleção com o intuito de contribuir com estrutura e delicadeza, criando o equilíbrio entre peças que ganham um pouco mais de rigidez, em contraponto com a leveza dos tecidos.

A Jacquemus é uma marca que não sai dos holofotes desde 2010, lançando grandes momentos na moda e objetos que se transformaram em verdadeiros hits de consumo. Essa coleção retoma todos os códigos já conhecidos, mas com um toque mais maduro e com um apego maior aos acabamentos e ao refinamento das peças. Eu amei. E vocês?

Beijos,
Lalá.

RELÓGIOS DE PULSO, O RETORNO DO VINTAGE E O APEGO A NOSTALGIA- O QUE MUDOU NO NOSSO COMPORTAMENTO?

Muitas tendências voltam com o passar do tempo, e hoje em dia o que mais vemos é a valorização do vintage, dos brechós e dos itens que não necessariamente marcaram de forma ativa as novas gerações enquanto cresciam, mas que agora vão se tornando itens de valor e grandes desejos de consumo. Entre eles, os relógios passam a se destacar. Marcas tradicionais como Casio e Citizen, que pareciam esquecidas, começam a aumentar suas taxas de vendas desde 2025, e a Geração Z parece ficar cada vez mais obcecada com esse “passado” não tão antigo. Mas qual o motivo da volta dessas tendências e o que isso diz sobre as mudanças de comportamento? Vem que eu vou te contar!

Vivemos um período marcado pela conectividade. O celular passa a ser um objeto indispensável no nosso dia a dia, não só para se comunicar, mas até mesmo para as tarefas mais simples, como fazer anotações ou ver as horas. E é baseado nisso que o retorno das tecnologias analógicas parece ganhar cada vez mais força. As vendas de vinis e CDs, das câmeras digitais e analógicas e, por fim… dos relógios! Cada um desses objetos parece nos convidar a desacelerar e até mesmo a começar a enxergar a vida de uma forma menos online. Além disso, eles comunicam uma nova proposta de lifestyle, com um pouco mais de estilo e autenticidade.

E, claro, falando de moda, essa sensação de nostalgia continua crescendo. Termos como anemoia surgem para tentar explicar essa onda de “saudades” de um passado que as novas gerações não viveram. Esse comportamento se reflete também nas tendências de moda, trazendo para a atualidade peças que marcaram os anos 2000, como as calças capri, skinny e as misturas do sexy com o maximalismo de outras épocas, fazendo com que o mercado de antiguidades e de segunda mão volte a se movimentar, agora principalmente graças aos acessórios.

Toda mudança de tendência revela algo sobre nós e sobre como enxergamos o mundo na atualidade, e o retorno do vintage é só mais um dos aspectos que mostram, novamente, como a rapidez da internet se torna cada vez mais cansativa e como tudo ao nosso redor parece pedir mais densidade e calma.

Beijos, Lalá.

OPERA GIRL – A FEMINILIDADE VINTAGE E CLÁSSICA VOLTA PARA O RADAR DA MODA!

Cadeiras vermelhas, camarotes ornamentados e aplausos em pé. O universo da ópera parece ultrapassar as barreiras da música e alcança um lugar estético, não só como uma inspiração de um maximalismo vintage, mas também passando a virar referência dentro da moda e do comportamento atual. As mudanças comportamentais já demonstram que as pessoas se cansaram do quiet luxury e do minimalismo que insistia em deixar tudo cada vez mais funcional e menos expansivo, entretanto tudo parece mudar e agora o que todos parecem querer é criar uma imagem cada vez mais “emocional” e “extra”, assim esse torna-se o momento perfeito para retomar a beleza e as referências da elegância e sofisticação maximalistas tão relacionadas ao universo da ópera.

A tendência que surge com o nome de Ópera Girl, remonta a atmosfera dramática, teatral, romântica e sensível que gira em torno do estilo musical e das suas apresentações. É uma tendência que respira arte, cultura e música conectada com o universo pessoal de cada um, inspirando a criatividade, sensibilidade e expressão pessoal. A trend une uma perspectiva de moda que remonta um glamour antigo, trabalhando as texturas, jóias maximalistas e tecidos mais sofisticados.

Apesar de essa estética já ter conquistado o street style, a tendência começou a ganhar visibilidade nas passarelas com marcas como Balenciaga e Michael Kors. Entretanto, é nas ruas que ela ganha novas roupagens criativas e um olhar atualizado para o nosso cotidiano. Entre as peças que se destacam estão as capas, os tecidos brocados e bordados, os pillbox hats, as luvas compridas, os casacos de ópera e as estolas. Todos esses itens ganham novas propostas de styling, adaptando-se de diferentes formas a cada estilo.

Na moda, o passado e o presente se encontram para propor novos olhares que unem o refinamento vintage à atualidade. É dessa forma que percebemos como o envelhecimento das roupas é relativo e que a moda sempre acaba se reciclando, de um jeito ou de outro. E aí? O que você acha dessa trend? Eu confesso que acho lindo, chiquérrimo!

Beijos, Lalá.