GOLDEN GLOBES 2026- O PRETO DOMINA OS MELHORES LOOKS DA NOITE

Neste domingo, dia 11 de janeiro, aconteceu em Los Angeles mais uma edição do Globo de Ouro, uma premiação que reúne jornalistas para anunciar as melhores produções do cinema e da TV em 2025.

O filme nacional “O Agente Secreto”, do diretor Kleber Mendonça Filho, levou a estatueta de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e também o prêmio de Melhor Ator de Drama para Wagner Moura, concorrendo com outras obras que marcaram o ano passado, como “Frankenstein” e “Sinners”. Porém, o que realmente chamou a atenção foram os looks da noite, que passearam entre o clássico e o experimental, tendo a cor preta como a grande protagonista do evento.

As primeiras convidadas a pisar no tapete vermelho já chamaram a atenção. A cantora Lisa surgiu em um look all black assinado por Jacquemus, com a parte de cima em tule. A cor foi protagonista da noite, aparecendo também nos looks de Audrey Tuna, que vestiu Thom Browne; no vestido com recortes de Jenna Ortega, assinado por Dilara Findikoglu; e na proposta totalmente drapeada de Teyana Taylor, assinada pela Schiaparelli.

Teve também quem optou por looks em outras cores, como Jennifer Lawrence, que escolheu um visual romântico com bordados assinados pela Givenchy; Olandria Carthen, que apostou em um look todo verde da Christian Siriano; e Elle Fanning e Brittany Snow, que escolheram o prata e o branco com cortes mais clássicos para o red carpet da premiação.

Já sabíamos que o preto seria uma das principais cores para 2026, e o tom já começa a se destacar nos tapetes vermelhos das premiações… Me contem: qual look foi o seu preferido?

Beijos, Lalá.

PRE-FALL DIOR 2025/2026- AS TEXTURAS DE JONATHAN ANDERSON PARA A PRIMEIRA PROPOSTA DE INVERNO NA MAISON FRANCESA

Jonathan Anderson apresentou sua primeira coleção pré-fall ontem, dia 17 de dezembro, e, já nos preparando para o que poderemos ver no futuro na coleção de inverno, essa proposta ainda respira os pequenos elementos apresentados no início deste ano, no desfile que marcou a estreia de Anderson na maison. Uma coleção que prova que a mulher Dior contemporânea sabe equilibrar fluidez e estrutura mesmo em uma estética fria.

Enquanto inicia sua trajetória na Dior, Anderson consegue nos mostrar que o cotidiano e o ordinário podem, sim, se transformar em alta-costura. Ao trabalhar o jeans e os vestidos repletos de texturas e volumes, o designer nos convida a revisitar o significado do luxo contemporâneo, que já não se sustenta apenas em itens inalcançáveis, mas se revela no cotidiano, desde calças e saias que, à primeira vista, parecem comuns, até conjuntos ornamentados e casaquetos que escondem uma modelagem inovadora por trás das experimentações têxteis que adornam suas peças.

Para o olhar contemporâneo de Anderson, o estilo é algo que se combina e se adapta, assim como o que ele faz na Dior. Em uma coleção que vai da socialite minimalista à jovem garota da cidade, que está sempre experimentando coisas novas, suas peças não seguem regras rígidas e impositivas, mas constroem um ambiente adaptável, no qual a roupa se ajusta a quem a veste, e não o contrário. Por isso, quando olhamos para os grandes vestidos de gala de tule e para os casacos maximalistas e elaborados, as peças parecem estar muito mais próximas da nossa realidade do que de costume, criando uma moda que não é necessariamente democrática, mas que desperta desejo em todos nós.

Anderson é uma das principais apostas contemporâneas no mundo da moda atualmente e, aos poucos, vem conquistando o público,  principalmente as novas gerações, com suas propostas que passeiam entre o ordinário e o luxo, explorando esse contraste como um lugar de curiosidade. Ansiosa já pela próxima coleção. E vocês?

Beijos, Lalá.

DIVERTIDAS E VERSÁTEIS- 3 PEÇAS QUE VÃO MARCAR A CHEGADA DO VERÃO!

Com a chegada do verão, sempre esperamos novas tendências que mudem um pouco as propostas que vimos ao longo do ano e, assim, observamos o que começa a ganhar mais popularidade e as formas como essas novas peças passam a ser utilizadas, principalmente no streetwear. E, como já sabemos que o minimalismo fica cada vez mais para trás, hoje trouxe três peças que vão bombar no verão, mas que são atemporais e versáteis para todas as épocas do ano!

PONCHOS

As blusas fluídas, ou os famosos ponchos, são peças que vêm se destacando nas propostas de verão. Com tecidos e fibras leves e bem “respiráveis”, essas blusas são perfeitas e superconfortáveis para entrar como uma proposta de terceira peça quando combinadas com tops nos dias de calor. Elas são versáteis, estilosas e uma opção fácil para trazer mais estilo a qualquer produção, além de poderem ser facilmente adaptadas às outras estações do ano.

SLIP DRESS

Já não é mais novidade que as lingeries deixaram de ser apenas peças íntimas para se tornarem roupas statement para qualquer ocasião. Entretanto, dentre todos os tipos e modelos, as camisolas, ou slip dresses, passaram a ganhar os holofotes da moda, tornando-se peças principais nos looks das maiores it girls da atualidade. Não apenas como uma proposta para a praia, as camisolas também se adaptam ao estilo urbano e às mais diversas propostas de styling: seja como vestido usado sozinho, como blusa ou combinado com calça, essa peça é versátil e completamente atemporal.

MINI SAIAS COM APLICAÇÕES

Brilhos, lantejoulas e muitas cores… Os comprimentos mini e micro já estavam no nosso radar, começando com os shorts de brilho e estampas que marcaram as tendências de moda no ano passado. Desta vez, a peça que assume esse lugar são as saias, que trazem um toque mais divertido para as produções, transformam um look casual em uma proposta mais festiva e chic, além de serem uma forma descomplicada de deixar um look de passeio mais elaborado.

Para 2026, podemos esperar a chegada de um verão com muitas cores, silhuetas, texturas e brilho. A diversão e o maximalismo tomam conta após um ano de emoções contidas e de uma imagem de moda mais clean. Qual dessas peças é a sua favorita?

Beijos, Lalá.

O RETORNO DO SEXY NA MODA E SUA RELAÇÃO COM A ALTA DA MÚSICA POP

O estilo sexy estava de lado já há muito tempo… E se antes ele foi sinônimo de estética para as maiores divas pop do começo dos anos 2000, nos últimos anos essa onda se perdeu totalmente e deu espaço a um novo estilo para aquilo que se tornava popular, algo mais centrado, sentimental e quase introspectivo. Entretanto, assim como na moda, a música também cumpre ciclos de estilos e estéticas, e agora o que vemos é a volta das roupas mais coladas e glamourosas, compartilhadas principalmente pelas principais divas do pop atual.

Sabrina Carpenter, Tate McRae e Addison Rae são alguns dos nomes atuais que mais crescem dentro da indústria musical, especialmente entre as garotas mais novas. Carregando uma imagem que explora essa sensualidade feminina, elas a constroem ao lado de uma delicadeza e naturalidade que geram muito mais identificação entre as jovens do que a criação de uma imagem de desejo. Isso conversa diretamente com os movimentos e discussões que vêm acontecendo nos últimos tempos quando pensamos em mulheres em posições de fama e poder, mas que não se vendem por isso, ao mesmo tempo em que provam que sensualidade e vulgaridade são palavras que caminham distantes uma da outra.

Assim, essa tendência também se estende para a moda, que passa a ser marcada pelo uso de rendas e transparências, hot pants, saias micro sempre combinadas com meia-calça e saltos, além do uso de peças como lingerie e uma mistura de nightwear para sair, que brinca com esses dois olhares: um que traz um tom mais divertido para a sensualidade e outro que carrega uma imagem mais forte, mais femme fatale — mas que, ainda assim, diz muito sobre a visão de uma mulher contemporânea e poderosa, que não tem medo de ser e vestir o que quiser!

As tendências vêm e vão, retomando imagens e figuras que muitas vezes parecem estar esquecidas, mas que, quando reaparecem, trazem uma sensação de nostalgia e diversão — assim como o pop, que sempre foi sinônimo de feminilidade, de um lifestyle de festa e ousadia, e que também sempre conversou um pouquinho com a nossa garota interior. Eu amo esse estilo, e vocês?

Beijos, Lalá.

CHANEL CHEGA A NOVA YORK- PRE-FALL 2026

Na última semana internacional de moda, nós prestigiamos a estreia de Matthieu Blazy como o novo diretor criativo da famosa maison francesa Chanel. E, há dois dias, pudemos ver um pouquinho mais do rumo que o estilista franco-belga pretende dar à marca durante a sua apresentação do Métiers d’Art, a coleção anual da etiqueta que celebra a expertise dos artesãos e ateliês que colaboram com a maison. Blazy leva a tradição francesa para dentro do metrô de Nova York e cria ares inovadores como promessa para futuros desfiles.

Com o mercado americano crescendo cada vez mais dentro da moda, a escolha do cenário de Blazy não é aleatória: a cidade que nunca dorme fez parte de grandes momentos da história da maison, desde as primeiras viagens transatlânticas de Gabrielle, sua fundadora, até a última coleção Métiers d’Art de Karl Lagerfeld. Assim, o novo diretor criativo continua mantendo esse legado de relações entre a Europa e os Estados Unidos, mas o tensiona por meio da mistura entre a tradição e o olhar contemporâneo.

Sabemos que a Chanel invadiu o imaginário popular com a construção da imagem de uma mulher elegante e tradicional, que poucas vezes passava por experimentações. Entretanto, nessa nova abordagem de Matthieu Blazy, o diretor criativo propõe uma mistura entre diferentes arquétipos de mulheres que estão presentes nas ruas e na vida real. O estilo decadente da ostentação, que marcou o perfil das mulheres dos anos 60, até as imagens do power dressing e da mulher em posição de poder que configuraram a moda feminina dos anos 70 e 80, tornam-se fontes de inspiração para uma coleção que explora diversos elementos tradicionais da marca de forma mais nova e ousada.

Tweeds desabados que parecem flanelas, jeans, camisetas estampadas, tricôs com pontos alargados e vestidos bordados se cruzam em um cenário cotidiano e contam pequenas narrativas de mulheres que se unem pela moda, independentemente do estilo. Para a Chanel de Blazy, a ideia de hierarquia parece desaparecer, e todas as mulheres passam a coexistir em um só momento, unindo-se em um desfile que remonta o luxo a um olhar atualizado, mas que não perde sua essência elegante e sofisticada.

A Chanel se renova e se prepara para ganhar novos olhares e, depois de assistir aos dois desfiles sob a direção de Matthieu Blazy, só se confirma mais uma vez que a maison foi entregue em boas mãos, fazendo jus tanto ao seu passado e história quanto ao seu olhar para um futuro moderno.

Beijos, Lalá.