A TECNOLOGIA CONQUISTA O MUNDO REAL- A TENDÊNCIA DO TECHWEAR NO STREETSTYLE

Futurista e utilitário, o techwear parece ser uma tendência que cresce aos poucos, cada vez mais. Considerado um subgênero da moda que ainda está em processo de ascensão, essa estética incorpora o design moderno, misturado a um caráter minimalista, carregando em si a ideia de um cenário de futuro distópico, onde o digital passa a colidir com o mundo real. E isso se aplica não só à estética, mas também aos tecidos escolhidos para as peças.

Materiais esportivos, tecnologias à prova d’água e tecidos respiráveis, que contam com proteção contra germes, poluição e raios solares, são as principais escolhas para a produção das peças e revelam uma busca dos consumidores por proteção e por algo que traga essa sensação de segurança, além do caráter utilitário, presente nos bolsos, recortes e acessórios, que também ajudam na performance. O uso de volumes também se destaca como uma forma de expressão pessoal dentro da própria tendência, trazendo silhuetas expressivas e chamativas.

No street style, o techwear se mistura com outros subgêneros estéticos, como o cyberpunk e até mesmo algumas variações do gótico, principalmente nos detalhes dos looks. Visuais monocromáticos, geralmente em tons mais escuros, peças destroyed e combinações de camadas de roupa ajudam a criar mais volume e novas silhuetas para as produções. Calças cargo, saias plissadas com aplicações de faixas e até os casacos são essenciais para a trend e aparecem em diversas propostas. Na parte dos acessórios, os óculos escuros maxi são quase unânimes, mas bonés, lenços, cintos e “penduricalhos” também aparecem na maior parte das produções.

Muitas estéticas e estilos se misturam e passam a criar novas perspectivas na moda, que acabam se relacionando por meio dos detalhes e, assim, também começam a dialogar com os novos contextos da atualidade. O que você acha do techwear? Usaria essa trend? Me conta!

Beijos, Lalá.

A EXCENTRICIDADE POUSA EM SHANGHAI- CONHEÇA A NOVA COLEÇÃO DA MAISON MARGIELA!

Tudo que gira em torno do nome Margiela parece um pouco místico e provocador. Se a maison se transformou nas mãos de Galliano em seu tempo de direção criativa, agora, com Glenn Martens, essa estética tão única da etiqueta parece evoluir e ganhar, literalmente, novos ares. Sem nunca ter apresentado uma coleção fora de Paris desde que foi criada, em 1988, a Maison Margiela parece quebrar essa tradição e leva seu desfile, que mistura as coleções Artisanal e Prêt-à-Porter, para Xangai.

Em um cenário urbano cheio de contêineres, o desfile faz referência à manualidade tão famosa da marca. Mesmo que a escolha do destino e do cenário mostre o lado mais comercial da moda e das produções em massa, que andam junto ao mercado chinês, o desfile da maison reforça o valor da tradição artesanal, do processo criativo e da estética da imperfeição no vestuário, trabalhando com roupas amassadas e corroídas.

Inspirada no conceito de mercado de pulgas, a coleção busca explorar a ideia de reaproveitamento e ressignificação de objetos, conceito que já era tradicionalmente explorado pela maison, mas que, nesta coleção, aparece principalmente nas modelagens e nas técnicas de criação de superfícies têxteis. Mangas bufantes, vestidos de renda e golas altas remontam às peças do século XIX; alfaiatarias ganham novas camadas, e peças são criadas com materialidades não usuais, como porcelana e aço, além de um vestido produzido com uma mistura de folhas de ouro e antiguidades garimpadas, que foram misturadas com látex e borracha, transformando peças vintage em roupas.

A nova coleção da Margiela reflete o desejo atual dos consumidores de se aproximar do humano, principalmente em tempos tão marcados pelo uso da tecnologia e da inteligência artificial. O conceito não deixa o olhar comercial de lado, mas aproxima a marca do mercado, principalmente por meio das várias ativações que acontecem ao longo do mês, trazendo exposições que contam a trajetória da marca e suas criações mais icônicas em diversas cidades do país.

Beijos, Lalá.

O SEXY NA MODA- TENDÊNCIAS QUE RETOMAM A SENSUALIDADE PARA O DIA A DIA

Se, nos últimos anos, nós nos acostumamos com uma moda bem contida e minimalista, agora ela passa a conquistar uma nova fase, que traz o maximalismo como ponto de partida para propor novos estilos, ao lado de uma estética que olha para um lado mais sexy, carregado de feminilidade e poder.

E, claro, se estamos falando de um estilo sexy, a pele se torna parte da composição do visual. Por isso, uma das primeiras tendências que passam a surgir nas roupas são os recortes estratégicos, sejam eles na cintura, no decote ou no quadril, responsáveis por modificar as silhuetas, criando uma proposta moderna ao mesmo tempo em que brinca com a forma como enxergamos a roupa. Ao lado dessa imagem de moda que sustenta um olhar mais revelador, temos também as rendas e transparências, que já há algum tempo aparecem bastante nas propostas de street style e que trazem a pele à mostra de uma forma mais contida e, ao mesmo tempo, misteriosa, já que não temos uma visão crua, tudo muito delicado e ousado ao mesmo tempo.

Ainda sob a influência do minimalismo que dominou a moda por muito tempo, as cores sóbrias continuam sendo as que mais se destacam dentro de uma estética sexy contemporânea, já que se tornam responsáveis por equilibrar a sensualidade com tons que trazem um olhar mais sofisticado e elegante. Além de serem mais versáteis para compor diferentes produções, elas fazem a diferença principalmente em tecidos fluidos, que passam a agregar movimento e leveza a esse estilo que, muitas vezes, pode parecer mais carregado, mas consegue equilibrar peças tanto para ocasiões especiais quanto para momentos mais descontraídos do cotidiano.

Por mais que alguns estilos tenham características conhecidas e clássicas, a moda sempre consegue modificá-los e integrá-los às nossas vivências atuais, o que torna o sexy, no mundo moderno, muito mais funcional do que apenas estético. Eu confesso que acho essa nova adaptação muito linda. E vocês?

Beijos, Lalá.

A CRONOLOGIA DAS BOINAS- CONHEÇA O ACESSÓRIO QUE MARCOU A HISTÓRIA DA MODA

Nós sabemos que qualquer acessório pode ser o toque final que um look precisa para tirá-lo do lugar ordinário e, ultimamente, os chapéus e acessórios de cabeça vêm cumprindo essa função perfeitamente, trazendo detalhes e truques de styling que garantem essa dose de estilo de forma prática. Entre os vários modelos que se destacam no street style, um deles são as boinas, clássicas e icônicas, que ganham diversas propostas de visuais.

Artistas, poetas e aquele clássico cenário de filme francês… as boinas podem, muitas vezes, ser relacionadas a tudo isso. Entretanto, a sua origem é bem mais antiga do que a imagem criada pelo cinema, que marcou a década de 1940. Gorros feitos de lã e com construções muito parecidas já eram encontrados desde a Grécia Antiga e a Idade Média em toda a Europa. No entanto, o nome “boina” só aparece em 1835.

Tendo suas raízes em regiões bascas, as boinas eram populares principalmente entre os camponeses, mas também alcançaram outras classes sociais. Com a chegada dos períodos de guerra entre os séculos XVIII e XIX, os militares espanhóis passaram a adotar as boinas como parte do uniforme, e anos depois elas também foram incorporadas aos exércitos franceses. Assim, conforme a Europa mergulhava na Primeira e na Segunda Guerra Mundial, a boina se popularizou por sua funcionalidade, especialmente pelo uso junto aos tapa-ouvidos, que eram necessários principalmente para unidades de elite e especializadas.

Já no início do século XX, o cinema foi um fator importante para impulsionar a popularidade da peça, e assim o estilo e a cultura europeus passaram a viver no imaginário americano, que ansiava por reproduzir a estética dos cinejornais europeus.

Dentro das mídias, a música também ocupou um lugar importante na história das boinas, principalmente durante o período entre guerras, já que diversos artistas e cantores se apropriaram desse símbolo, antes usado pelos camponeses, e o transformaram em um ícone de rebeldia. O mesmo aconteceu alguns anos depois, na década de 1960, quando as boinas foram adotadas por diversos grupos, como os Panteras Negras e alguns movimentos de resistência latinos.

Mesmo carregadas de história, as boinas adentram a atualidade trazendo um toque a mais de estilo às produções, que vão desde as mais clássicas até as mais experimentais. Combinadas com calças retas, saias midi, alfaiataria e até mesmo em looks que resgatam as influências dos anos 2000, que trouxeram as boinas em propostas que misturavam o acessório com peças mais sensuais, o clássico e o atemporal se provam, mais uma vez, imbatíveis quando o assunto é estilo para além das tendências. É nesse contexto que as boinas retomam, novamente, o seu lugar de popularidade.

Eu acho as boinas muito delicadas e, ao mesmo tempo, cheias de personalidade. Não vejo a hora de montar um visual com elas. E vocês? Vão aderir ao acessório?

Beijos, Lalá. 

O BÁSICO ELEVADO- AS MAIORES TENDÊNCIAS PARA A CHEGADA DO OUTONO!

O verão chegou ao fim, e agora as temperaturas diminuem, enquanto as tendências de outono/inverno começam a tomar forma e ganhar protagonismo, principalmente no street style, que agora parece abraçar novas modelagens e padronagens dentro de propostas que valorizam um visual mais prático, mas que exploram detalhamentos capazes de elevar a imagem dos básicos. Vem conferir algumas delas!

Ao lado de peças mais clássicas e estruturadas, uma das primeiras tendências que ganham espaço na moda de outono são os detalhes no pescoço. Mas, diferentemente do ano passado, que ficou marcado por golas em modelagens mais experimentais, desta vez os lenços, echarpes e até mesmo as bandanas amarradas no pescoço passaram a se tornar um dos principais truques de styling para a estação. Um detalhe simples, mas que já agrega mais informação ao visual.

Para o outono de 2026, as jaquetas também ocupam um lugar de destaque nas apostas de terceiras peças. Modelos adornados com franjas no estilo western, golas funil bem altas e trench coats encurtados, que já apareciam no ano passado, ganham ainda mais força desta vez. Tudo isso combinado com propostas all black, jeans em lavagens mais claras e até mesmo com saias bem clássicas em modelagem reta.

Agora, não podemos falar da chegada do outono sem mencionar o xadrez. A padronagem já aparece na maior parte das propostas de looks no street style e marca diversos estilos de peças, desde camisas sociais até saias longas e midis em tecidos texturizados e flanelas. Tudo isso combinado com diversos acessórios e botas e saltos altos como toque final.

A atemporalidade transforma o consumo de moda e redefine os clássicos, é dessa forma que as tendências de peças para o outono conseguem ser uma ótima aposta não só para 2026, mas se sustentam ao longo dos anos sem ficar datado! E aí, qual dessas peças é a sua favorita?

Beijos, Lalá.