RECESSION CORE & LOWKEY LUXURY

Prada

Nas últimas temporadas, nós vimos uma grande paixão que designers e fashionistas tiveram pela moda Y2K – ou a moda dos anos 2000. A ideia era manter uma estética maximalista, cheia de estampas, texturas e cores com muitos acessórios e uma identidade visual clara. Apesar disso, termos como Recession Core e Lowkey Luxury surgem como grandes apostas para esse ano! Vamos descobrir um pouco mais sobre isso?

Recession Core ou Estética de Recessão é o nome que especialistas do mercado da moda dão para a migração de uma estética maximalista para uma estética natural e minimalista do mundo fashion e do mundo beauty. Análises de tendência colocam como justificativa para o movimento a grande diferença econômica entre o mercado de luxo e seus consumidores e o público geral. Cada vez mais, passarelas passam a apresentar mais tons neutros e terrosos, sobreposições versáteis – o que permite repetição de roupas – pouquissímas jóias, como foi visto, recentemente, nos tapetes vermelhos, e acessórios e bolsas práticas e atemporais.

E após a temporada Fall 23 Ready-to-Wear, um novo termo surgiu para descrever a migração da moda para o minimalismo: Lowkey – ou Quiet – Luxury. A tendência – que foi uma das apostas para 2022 – reaparece, após um ano, depois das passarelas de outono e inverno. Definimos como ”luxo” uma variedade de itens com preços elevados e que carregam status por terem uma grande similaridade com a sensação de exclusividade. O Quiet Luxury seria uma forma de apresentar o normalcore de maneira mais refinada, ou seja, peças simples, minimalistas e básicas, mas com acabamento impecável, materiais nobres e alta durabilidade, além de feitas pelos seus designers e maisons favoritas. Nessa pegada, o movimento vem para eliminar excessos desnecessários e a ostentação de logomarcas chamativas para privilegiar a essência do luxo: o savoir-faire.

Beijos, Lalá!

FALL 23: TENDÊNCIAS DE BELEZA

Anna Sui

Com a maquiagem se inovando todos os dias por meio de micro tendências das redes sociais e grandes influências de modelos e celebridades mundo afora, fica difícil saber o que realmente estará em alta por mais tempo. Dessa forma, as passarelas e os desfiles são uma forma de vermos no que os maiores maquiadores e hair stylists do mundo estão apostando. Pegando a última temporada Fall 23 como referência, vamos ver o que podemos apostar na hora de fazer aquele make ou penteado diferente?

SHINY EYES

Olhos com toque de brilho foram um grande highlight da temporada de outono internacional! As abordagens foram infinitas, mas aqui vão algumas das minhas favoritas! Primeiro, temos Stella McCartney com o canto dos olhos marcados por uma sombra cintilante metalizada. Em seguida Louis Vuitton e Giambattista Valli com aplicação de strass espelhada e papel laminado colorido, nessa ordem. E por último, Chanel que optou por olhos mais escuros iluminados apenas pela sombra prata levemente aplicada sobre a pálpebra. Qual foi o seu favorito?

MIDDLE PART

Se falamos de side part no ano passado, nessa temporada voltamos para a middle part! A middle part nada mais é do que a divisão do cabelo ao meio e centralizada ao rosto. Em resultados super clean, minimalistas e modernos, vemos cada vez menos penteados e cada vez mais looks naturais e effortless.

CÍLIOS COLORIDOS

Se a temporada de Fall trouxe looks mais polidos e clean, as maquiagens, com certeza, serviram para elevar as composições na passarela. Dessa vez, vimos cílios coloridos como a grande aposta da temporada. Nomes como Prada, Victoria Beckham, Anna Sui e UNDERCOVER trazem peles super naturais combinadas a cílios coloridos. Um detalhe que deixa a maquiagem ainda mais elevada é a escolha por tons pastéis, tendência também bastante comentada pelos fashionistas essa temporada.

Beijos, Lalá!

PFW: MINHA SEMANA EM PARIS

Cobrir a Paris Fashion Week de pertinho é uma experiência que eu sempre amo! Lá no Instagram, contei para vocês tudo o que rolou em cada dia de desfile, as tendências marcantes dessa temporada e como foi fazer parte desse evento tão lindo! Mas visitar Paris sempre é motivo para não ficar apenas nos desfiles! Eu consegui aproveitar um pouco da cidade, conhecer novos restaurantes e participar de eventos inesquecíveis na capital francesa! Vamos conferir como foi essa semana super agitada, mas deliciosa, em Paris? Separei algumas diquinhas pra vocês!

HOSPEDAGEM

FOUR SEASONS HOTEL GEORGE V

Para quem quer o melhor da hospitalidade francesa, o Four Seasons é sempre minha recomendação! Aproveitei uma hospedagem super tranquila, com refeições maravilhosas e toda a infraestrutura e atividades que a rede de hotéis oferece. Alguns destaques dessa semana foram, com certeza, a torrada com trufas – eu simplesmente amo pratos trufados – uma alcachofra recheada e também trufada em um jantar com música ao vivo e, claro, os cafés da manhã espetaculares. Uma curiosidade: eu me surpreendi muito com o açaí em temperatura ambiente que eles serviam, o mesmo que comemos no Pará – não é muito o meu estilo, mais foi muito curioso ver as semelhanças entre o Brasil e a França.

RESTAURANTES

Nestes dias na capital francesa, eu aproveite para visitar os meus restaurantes favoritos e conhecer novos lugares clássicos de Paris. Eu fui ao Restaurant Diep, um restaurante chinês delicioso e com certeza o melhor da cidade e também tive um jantar magnífico no Caviar Kaspia – que inclusive tem uma unidade no Brasil na Haddock Lobo. Além desses, conheci mais alguns onde pude aproveitar muito caviar e pratos trufados – os meus favoritos!

GIGI

O Gigi é um dos lugares favoritos do parisiense, tem uma locação com dois terraços e fica no lendário prédio do teatro da Champs Elysées. Nele eu pude provar a Burrata Trufada com Rúcula e Torradas, uma das melhores que eu já comi, uma pizza com trufas deliciosa e o tradicional Crème Brûlée que eu sempre sinto falta quando volto para o Brasil. Além de tudo isso, o restaurante tem uma vista deslumbrante para Torre Eiffel! Não tem nada mais gostoso do que isso!

MONSIEUR DIOR

Também fui visitar o recém inaugurado Monsieur Dior, o restaurante oficial da Dior, comandado pelo chef Jean Imbert. Ele está localizado na Avenida Montaigne, onde a primeira loja da marca foi construída. Assim como as passarelas de Christian Dior, não tem nada mais couture do que juntar alta gastronomia e alta costura em um só lugar! Provei esse Croc Trufado delicioso, uma carne no ponto perfeito e finalizei tudo com um belo espresso!

CHEZ ANDRÉ

Um clássico francês, o Chez André serve pratos tradicionais da culinária francesa e fica no triângulo dourado da cidade. Provei Escargots maravilhosos e até ousei comer hambúrguer com batata frita feito do melhor jeito francês – delicioso e ainda refinado!

DESFILES:

Toda a cobertura dos desfiles foi feita no meu Instagram, mas eu vou contar para vocês um pouquinho de como foi presenciar tudo isso ao vivo! Começamos a viagem com a marca Bouetet Solanes fundanda em 2020 por Jose Maria Solanes e Coco Boutet. Inspirados no final dos anos 80 e começo dos anos 90, eles criam roupas para mulheres finalistas e tornam-se uma grande aposta do circuito francês. Depois fomos assistir o desfiles da LE FIL, uma marca multicultural com um pilar na sustentabilidade e no apoio às mulheres. Cheguei no restaurante Coco Paris para presenciar o desfile da marca Johanna Ortiz, que apresentou uma coleção boho tendo um styling feito com botas western, franjas, tons terrosos e estamparia. Também conferi a nova coleção da Isabel Marant, uma das minhas marcas favoritas, e vi de perto a riqueza dos tecidos e dos bordados para esse outono. Por último, fui até a loja da Louis Vuitton fazer um fitting super especial para conferir a coleção Fall 23 que eles apresentaram no icônico Museu D’Orsey.

EVENTOS & LAZER:

Nossa primeira parada foi na exposição GOLD no museu do Yves Saint Laurent para dar um mergulho na história da moda, da marca e do designer por meio de vestidos, acessórios, jóias e um acervo de fotos que transitam por 30 anos de YSL. Depois fui conferir de pertinho a parceria super especial entre a Bulgari e a estilista grega Mary Katrantzou repleta de cores, estampas e bordados.

JANTAR DA LOUIS VUITTON

Última noite em grande estilo!! Lá no Ritz Hotel na Place Vendome, participei do jantar de celebração da coleção da Louis Vuitton. Foi, com certeza, um dos momentos mais especiais da viagem! Estava com amigos próximos saboreando pratos deliciosos e completamente deslumbrada depois de ter visto um desfile tão espetacular quanto a da Louis Vuitton. Foi o encerramento perfeito para essa semana de moda!

VÔO

PRIMEIRA CLASSE ”LA PREMIÈRE” DA AIR FRANCE

Me despedindo de uma semana super agitada em Paris, eu voltei para o Brasil com a La Première da Air France, um serviço de Primeira Classe magnífico! O menu do vôo é assinado pelo chef Mauro Colagreco e provei uma sobremesa de baunilha deliciosa assinada pelo chef Angelo Musa! Uma volta para casa com o gostinho da França ainda!

E aí, gostaram dessa temporada comigo?

Beijos, Lalá!

OS DESTAQUES DA LFW!

Simone Rocha

De performances e narrações a meditações e alusões históricas, a Semana de Moda de Londres estava recheada de desfiles teatrais e conceituais que foram muito além das roupas. Os designers, nessa temporada, criaram verdadeiras storylines que agregavam suas visões – e aspirações para o futuro – em cada uma de suas coleções. Vamos conferir alguns dos desfiles destaques da temporada de Outono/Inverno 2023?!

DI PETSA

A designer Dimitra Petsa teve como inspiração sua descendência grega e trouxe para o desfile a história de Perséfone. Nomeada ”Breaking and Healing”, a coleção honra a transformação de Perséfone como filha de Deméter, deusa da agricultura, seu sequestro por Hades, deus do mundo inferior e por fim, sua ascensão como rainha do submundo. O desfile no Hotel Old Selfridges começou, até mesmo, com uma meditação narrada pela própria Petsa para imergir os espectadores ainda mais na história. No quesito criações, a designer entrega os seus populares vestidos ”molhados” feitos de Lycra e seda com cristais dispostos sobre o tecido, mosaicos de veludo e couro como uma nova técnica e peças maternais – trazendo até corsets com barrigas removíveis. Performática e teatral, o desfile carregou uma coleção etérea, abstrata e cheia de expectativas para a marca.

MOLLY GODDARD

Saindo de sua zona de conforto, Goddard aposta em um desfile mais simples, buscando passar sua assinatura e essência para o público de forma menos performática a partir de nostalgia e memórias de suas roupas antigas. As estampas com listras horizontais e os sobretudos pareciam remeter aos uniformes prep school britânicos. O mix de cores e sobreposições acontecia por meio de saias de tule coloridas, estampas, bordados, sapatos coloridos ou em plataforma e animal print. Os anos 2010 em Londres, quando jovens saíam para festejar com roupas e combinações esquisitas – que futuramente influenciaram o Indie Sleaze – pareciam fazer parte da ideia dessa nova coleção.

DAVID KOMA

Koma teve como inspiração – e musa – para a sua coleção de Outono/Inverno a atriz alemã Marlene Dietrich. O designer conta como a artista foi uma das primeiras a experimentar com o estilo andrógino, querendo colocar o seu legado como centro nesta temporada. Koma incorporou estilos dos anos 30 e 60 em designers para a mulher moderna. A paleta circulou em cores como preto, vermelho, amarelo e roxo. A assimetria, botas acima do joelho, couro envernizado, ternos oversized, camisas e pelúcia foram alguns dos destaques. Os modelos passavam sensualidade, poder e elegância, assim como Dietrich.  

SIMONE ROCHA

Inspirada pelo ritual de colheita Lughnasadh ou Lammas – festival e data de celebração pagã – Simone Rocha cria sua nova coleção para o Outono/Inverno. Sua ideia era continuar criando peças que demonstrassem a fluidez de seus designs entre homens e mulheres. As mangas bufantes, renda bordada e vestidos balonê – ou camponeses – continuam como traços marcantes de Simone para essa coleção. 

JW ANDERSON

Fundindo arquivos de coleções passadas de 15 anos atrás, Anderson – em colaboração com o coreógrafo e dançarino escocês Michael Clark, responsável pela junção do ballet, da vida noturna gay e da moda performática nos anos 80 –  criou uma coleção nostálgica apresentada em um local responsável por hospedar festas e raves desde os anos 70 em Londres. O intuito do designer era olhar para trás e homenagear o passado antes de seguir em frente para uma outra linha na moda. A coleção super colorida conta com exageros e assimetria, peças comuns e sneakers voltadas ao streetwear e a desconstrução e reconstrução de seus designs antigos. 

NENSI DOJAKA

Nensi teve como tema principal para a coleção ”o corpo feminino” – apresentando designs para quem gosta de deixá-lo à mostra. Sentindo a necessidade de trazer mais minimalismo para a moda atual, a estilista recria peças para diferentes corpos com elementos presentes em suas coleções passadas. Conseguimos ver bastante transparência, designs abstratos, jeans, suas populares lingeries e vestidos dignos de tapete vermelho. 

DILARA FINDIKOGLU

Intitulado ”Not a Man’s Territory”, o desfile foi descrito como uma performance feminista, política, complexa e brilhante. Findikoglu criou a coleção a partir dos protestos feitos pelas prisões sobre o uso do hijab e a morte no Irã de Mahsa Amini. ”Por que o corpo da mulher é sempre questionado? O que devemos usar? O que não devemos usar? Essa é minha pequena dança revolucionária na direção de possuirmos nossos corpos de volta”, ela descreve. O look mais importante para a coleção foi o 27, feita de cabelo trançado e jóias vitorianas. Também vemos o último look tomando conta da passarela: era Joana D’Arc encarnada depois de ser queimada por crimes incluindo o de se vestir como um homem. A coleção exala impulsividade, agressividade e principalmente impaciência com o que as mulheres são submetidas ainda hoje. 

BURBERRY

Em sua estréia na Burberry, Daniel Lee – antigo diretor criativo da Bottega Veneta – exala estampas de patos e trench coats dignos da moda britânica. O designer fez a coleção para ser focada mais na funcionalidade e no utilitarismo das peças durante o Outono/Inverno. Mas isso não deixou com que o exagero não aparecesse por meio de acessórios como chapéus e bolsas. Finalizando sua coleção, Lee coloca como aposta o azul como a nova cor do momento! Alguns detalhes marcantes ficam para as golas dos clássicos trench coats feitas de pelúcia, as camisetas gráficas e os mantos usados pelo público para se aquecer e que foram apresentados como peça chave. Apesar de sofisticada, a coleção foi marcada por bastante looks de streetwear frescos para o público adquirir! 

Beijos, Lalá!

TENDÊNCIAS DE BELEZA DA NYFW

Em uma abordagem mais básica, as maquiagens de Outono/Inverno da NYFW tiveram como base visuais naturais e tradicionais. Algumas marcas se destacam pelo exagero como Thom Browne com metalizados e blushes marcantes, Rodarte com uma perspectiva mais punk e Prabal Gurung com maquiagens tribais marcadas por segmentos coloridos no cabelo e olhos escuros. Apesar disso, a maioria das marcas se manteve firme no conceito de tons terrosos e peles simples. Vamos conferir?

NATURAL

Ulla Johnson, Coach, Gabriela Hearst e Michael Kors foram alguns dos desfiles que preferiram uma abordagem completamente natural para as maquiagens. Peles simples, sem muito contorno e com pouco blush. Bushy browns – ou sobrancelhas penteadas – também foram um detalhe mínimo que fez toda diferença!

DELINEADOS

Para os amantes de delineados, marcas como Carolina Herrera e Tory Burch apostam em delineados tradicionais e simples. Já Rodarte e Prabal Gurung apostam em estilos modernos e diferentes para combinarem com as próprias peças das coleções. Qual estética você gostou mais?

SOBRANCELHA DESCOLORIDA

A sobrancelha descolorida que fez tanto sucesso nas redes sociais e no streetwear ganhou espaço nas passarelas de ready-to-wear nova iorquinas! O visual foi bastante comentado na temporada de Spring 2023 e ao que tudo indica, continuará em alta por todo esse ano!

Beijos, Lalá!