AS MEMÓRIAS MARCAM A PASSARELA DE MARC JACOBS E AQUECE O COMEÇO DE MAIS UMA TEMPORADA DE MODA EM NOVA YORK

Ontem, dia 11 de fevereiro, iniciou-se mais uma temporada de moda em Nova York. Entretanto, fugindo do calendário oficial e apresentando sua coleção um dia antes do início da temporada de desfiles, Marc Jacobs já começou a aquecer as expectativas, revivendo o estilo nova-iorquino sob um olhar contemporâneo que traduz o tom intenso e emocional do inverno.

O primeiro ponto que se destaca na coleção é o equilíbrio entre referências que evocam a nostalgia, mas que, ao mesmo tempo, sustentam um olhar para o futuro. Dentro dessas re-interpretações, Jacobs escolhe se inspirar em sua própria trajetória e, assim, pequenos signos e elementos de coleções de marcas como Saint Laurent, Helmut Lang, Prada e Perry Ellis aparecem misturados a referências de seus próprios trabalhos passados, reforçando, por meio da dualidade entre passado e futuro, sua relevância em um mercado que valoriza cada vez mais as narrativas e os processos por trás das novas coleções.

A cartela de cores da coleção vai dos tons sóbrios aos mais saturados, explorando rosa, azul, vermelho e amarelo. A escolha dos tecidos parece ter sido pensada com muito cuidado: lãs, malhas encorpadas, tecidos acetinados, paetês e tweeds aparecem misturados entre as propostas apresentadas.

Mas o que mais chama a atenção na coleção são as silhuetas que, a princípio, parecem bem clássicas, com construções retilíneas, mas que ganham volumes inesperados no cós das saias, nos ombros e nas golas. Esses elementos tiram as peças do lugar comum e agregam um tom lúdico à coleção, explorando pequenos exageros e proporções distorcidas que criam uma característica quase experimental.

Quando Marc Jacobs antecipa seu desfile, ele não só apresenta uma nova coleção, mas também nos dá pistas sobre o tom que podemos esperar das próximas apresentações e das tendências que podem surgir a partir do primeiro destino do roteiro internacional de moda. Estou ansiosa para ver o que vem por aí. E vocês?

Beijos, Lalá.

POETCORE AESTHETIC- A EVOLUÇÃO DA ESTÉTICA DARK ACADEMY

Em um momento em que a sociedade é marcada pela rapidez, algumas tendências surgem com o objetivo de repensar a velocidade e a maneira como consumimos o mercado da moda e as próprias tendências. Assim, o Poetcore surge quase como uma evolução da tendência dark academy, que marcou a era Tumblr e os anos de 2015/2016.

Acompanhando a ascensão da estética contemporânea nas artes, essa tendência explora um senso de introspecção, delicadeza e romantismo, inspirado em um lifestyle de época, com cartas escritas à mão, momentos dedicados à literatura e rituais diários de reflexão silenciosa. Todo esse movimento estético conversa diretamente com quem encontra beleza na calma, no cotidiano e em uma moda lenta, que presta atenção a todos os detalhes, desde a escolha da peça de roupa até os acessórios.

Clássico, atemporal e sustentando uma imagem de romantismo delicado, o Poetcore possui uma paleta de cores sóbrias, com marrom, preto, branco e outros tons pastel. O ar melancólico e centrado aparece no uso de modelagens mais clássicas, como sobretudos e casacos com abotoaduras, mas também ganha um olhar feminino por meio do uso de rendas e babados nas peças, que adicionam um toque de leveza.

No street style, ele pode surgir de forma mais minimalista, concentrando os detalhes nos acessórios, como meia-calças rendadas, mix de colares com pérolas, pingentes delicados e saltos finos, porém de pouca altura. O uso de camadas também marca o styling dessa estética, que ganha volume e novas propostas de silhueta.

Tendências vêm e vão, e o Poetcore chega como um sinônimo da busca por momentos de calma e reflexão, que passam a fazer sentido dentro do comportamento atual, além de retomar estéticas de moda que conseguem transitar tanto pelo vintage quanto pela atualidade. Eu acho a coisa mais linda! E vocês?

Beijos, Lalá.

NADA BÁSICO- 3 TENDÊNCIAS DO MAXIMALISMO PARA 2026

O ciclo de tendências pode surgir de diversos lugares, entretanto muitas delas acabam derivando das passarelas, que por vezes não parecem, de fato, usáveis. Desta vez, porém, o street style consegue mudar esse olhar e incorpora o maximalismo encontrado nos últimos desfiles às propostas do cotidiano, principalmente por meio de um styling criativo.

POETCORE

A primeira tendência deriva da estética romântica. O poetcore ganha esse nome justamente por construir uma imagem delicada e sensível a partir do uso de rendas, babados e tecidos acetinados, criando produções em camadas, com muita leveza e movimento. Corsets adornados com rendas, saias longas com babados, aplicações de bordados e modelagens frescas, que também exploram as transparências para construir camadas, são os principais elementos que aparecem nessa trend, especialmente em ocasiões que pedem produções mais elaboradas, com aquele toque sonhador.

COLORBLOCKING

O vintage já era um aspecto que marcava as tendências de moda desde o ano passado; entretanto, quando falamos de maximalismo, é quase impossível não olhar para os anos 80, que agora retornam à moda atual por meio das estratégias de color blocking e do uso de tons bem saturados. Meia-calças, terceiras peças, como casacos, e calças coloridas aparecem em diversas produções de street style, criando um tom lúdico e divertido que quebra a imagem esperada das produções urbanas mais sóbrias e sérias.

MIX DE TEXTURAS

As peças texturizadas também foram protagonistas das principais coleções durante as últimas semanas de moda e, por serem uma opção versátil para tirar qualquer visual do lugar comum, começam a ganhar ainda mais espaço dentro das propostas da moda street. Pelos, lantejoulas, penas e técnicas que criam texturas nos próprios tecidos surgem como apostas certeiras para transformar qualquer look e aparecem como opções versáteis dentro das propostas urbanas, seja em produções mais elaboradas, seja em outras mais discretas.

O maximalismo retorna à moda de uma forma que nos incentiva a explorar mais possibilidades e a encontrar um equilíbrio entre a criatividade ousada e o olhar fashion que carrega essa energia contemporânea. Confesso que amo essas tendências e acho que existe muuuito espaço para testar. E vocês?

Beijos, Lalá. 

Ó ABRE ALAS QUE AS TENDÊNCIAS VÃO PASSAR- AS 3 MAIORES TRENDS PARA O CARNAVAL 2026

Um dos eventos mais famosos do Brasil é o Carnaval. Essa época, marcada por muita música, festas e bloquinhos, já está cada vez mais perto de nós e, independentemente de ser uma balada à noite ou um bloquinho de rua, este é o momento em que a criatividade passa a tomar conta dos looks e as inspirações começam a vir de vários lugares diferentes. Por isso, vim compartilhar com vocês algumas tendências que prometem marcar essa época do ano.

MIÇANGAS E CROCHÊ

As técnicas manuais já se tornaram protagonistas do universo fashion nas últimas semanas de moda e, apesar de o carnaval parecer, às vezes, um evento distante da alta-costura, as tendências vêm ganhando espaço durante o período de festas. Assim, uma das principais técnicas que prometem conquistar as produções deste ano são as miçangas e os crochês. O fazer artesanal e a liberdade de criar algo autoral, com identidade própria, passam a ser o foco entre as principais it girls. As cores também entram em cena por meio das pedrarias, miçangas com brilho e discos de madrepérola, que adornam saias, vestidos e tops de crochê.

HEADPIECES

Agora, as headpieces são os acessórios que mais marcam o street style e que também parecem ganhar espaço nas propostas de carnaval. As toucas de crochê, com fios brilhantes e miçangas, já apareciam nas cabeças das maiores fashionistas e, para o carnaval, elas também voltam a complementar os looks, ao lado de chapéus com aplicações de franjas e plumas, além de outros acessórios de cabeça que agregam ainda mais personalidade aos visuais.

MAQUIAGENS COLORIDAS

Já no universo da beleza, a influência da música pop e o retorno de artistas como Zara Larsson, que criam uma estética super saturada e divertida para o verão, parecem ganhar ainda mais espaço. As tendências de maquiagem passam a apostar em mais cores, em vez dos strass aos quais estávamos acostumadas. Produções com sombras azuis, verdes e lilás, além do blush bem rosa ou avermelhado, se destacam entre as principais apostas, assim como o gloss, que ajuda a criar um glow extra na pele.

O Carnaval é sempre um momento marcado por muita alegria, criatividade e ousadia, em que cada criação se torna única para cada pessoa. Além disso, é um período muito especial para celebrar a nossa brasilidade, descansar e aproveitar ao lado de quem gostamos. Eu estou ansiosa para ver todas as novas possibilidades neste Carnaval, e vocês?

Beijos, Lalá.

ALTA-COSTURA VERÃO 2026- A ESTREIA DE JONATHAN ANDERSON PARA A DIOR

Nesta segunda-feira, dia 26 de janeiro, os olhos da moda foram tomados por mais uma edição da Haute Couture em Paris. E, apesar de a Schiaparelli abrir os novos desfiles de verão, toda a atenção estava voltada para a maison Dior e a estreia de Jonathan Anderson na alta-costura, que acontecia no gramado do Museu Rodin. Inspirado pela história daqueles que o antecederam, Anderson cria uma atmosfera nova e emocionante, que já marca o primeiro dia de apresentações.

E, como foi dito pelo novo diretor criativo da Dior, uma das principais inspirações do desfile surge a partir de um presente dado por John Galliano (estilista que marcou a Dior de 1996 até 2011) e que também serviu de referência para o convite da passarela, com ramos de flores decorados com fitas. Mas por que as flores são tão presentes na Dior? É aí que olhamos para o passado e entendemos um pouco mais sobre a história da maison e de seu fundador. Christian Dior cresceu rodeado pela natureza, na Normandia, no jardim de sua mãe, com diversos tipos de rosas, transformando esse lugar em seu próprio refúgio. Assim, as memórias das rosas ultrapassaram suas coleções e se tornaram também fonte de inspiração para esses dois diretores, John Galliano e Jonathan Anderson, como passado e presente que se comunicam por meio de um olhar criativo voltado para o futuro e carregado de rebeldia.

Na passarela, as flores voltam a adornar as silhuetas com um tom romântico, mas exótico ao mesmo tempo. Elas se misturam às peças, criando novos tipos de espécies nunca antes vistas. Anderson brinca com proporções, babados, materialidades e cores, mas passa longe da mesmice que parecia tomar conta das últimas semanas internacionais de moda. Os caimentos parecem cada vez mais interessantes, e as peças sustentam um olhar experimental que respira a sofisticação necessária da alta-costura. O passado e o presente passam a moldar o futuro da Dior pelas mãos de Jonathan Anderson.

A semana de alta-costura acabou de começar, e muitas marcas já prometem entregar inovação e um olhar experimental que retrata a moda contemporânea na atualidade. Eu amei o desfile da Dior e mal posso esperar para ver o que ainda veremos nas próximas edições. Enquanto isso, continuamos de olho nos desfiles da temporada de verão, que prometem ser de tirar o fôlego.

Beijos, Lalá.