O BÁSICO ELEVADO- AS MAIORES TENDÊNCIAS PARA A CHEGADA DO OUTONO!

O verão chegou ao fim, e agora as temperaturas diminuem, enquanto as tendências de outono/inverno começam a tomar forma e ganhar protagonismo, principalmente no street style, que agora parece abraçar novas modelagens e padronagens dentro de propostas que valorizam um visual mais prático, mas que exploram detalhamentos capazes de elevar a imagem dos básicos. Vem conferir algumas delas!

Ao lado de peças mais clássicas e estruturadas, uma das primeiras tendências que ganham espaço na moda de outono são os detalhes no pescoço. Mas, diferentemente do ano passado, que ficou marcado por golas em modelagens mais experimentais, desta vez os lenços, echarpes e até mesmo as bandanas amarradas no pescoço passaram a se tornar um dos principais truques de styling para a estação. Um detalhe simples, mas que já agrega mais informação ao visual.

Para o outono de 2026, as jaquetas também ocupam um lugar de destaque nas apostas de terceiras peças. Modelos adornados com franjas no estilo western, golas funil bem altas e trench coats encurtados, que já apareciam no ano passado, ganham ainda mais força desta vez. Tudo isso combinado com propostas all black, jeans em lavagens mais claras e até mesmo com saias bem clássicas em modelagem reta.

Agora, não podemos falar da chegada do outono sem mencionar o xadrez. A padronagem já aparece na maior parte das propostas de looks no street style e marca diversos estilos de peças, desde camisas sociais até saias longas e midis em tecidos texturizados e flanelas. Tudo isso combinado com diversos acessórios e botas e saltos altos como toque final.

A atemporalidade transforma o consumo de moda e redefine os clássicos, é dessa forma que as tendências de peças para o outono conseguem ser uma ótima aposta não só para 2026, mas se sustentam ao longo dos anos sem ficar datado! E aí, qual dessas peças é a sua favorita?

Beijos, Lalá.

A SOFISTICAÇÃO DOS ANOS 90- AS INFLUÊNCIAS DO MINIMALISMO NA COLEÇÃO DE INVERNO DA THE ROW

Depois de tendências que retomam o estilo dos anos 90 e do boom que aconteceu nas últimas semanas com o Carolyn effect, não existem mais dúvidas de que o estilo minimalista que marcou esse período já está ganhando força e tornando-se protagonista na moda atual. E, depois do desfile da The Row, que teve suas fotos reveladas nesta semana, a marca das gêmeas Olsen reforça que a estética do luxo silencioso toma cada vez mais forma.

Desde o princípio, já na estreia da The Row, a marca se destacou pela quebra da ideia de consumismo e da rapidez que caminhava ao lado da tecnologia e, por isso, em todas as suas novas coleções fica claro o desencorajamento do uso do celular durante os desfiles da marca, algo que se tornou um símbolo registrado da etiqueta. É dessa mesma forma que estética e comportamento parecem andar juntos quando pensamos nas coleções, principalmente nesta última, que trouxe os símbolos do minimalismo, as cores neutras e modelagens clássicas, como um símbolo da atemporalidade.

Apesar da paleta de cores sóbrias, desta vez observamos alguns looks pontualmente ganhando novas tonalidades, principalmente em vermelho e azul. As peças continuam com seu apelo clássico, mas o styling parece ser uma boa forma de tirar os looks do lugar-comum, trazendo camadas com diferentes tipos de tecidos, propondo combinações de camisas de algodão com tule por cima e novas formas de proporção, como na união dos casacos com as saias retas. As texturas também se destacam, seja nos detalhes de cada peça ou como parte integrante da construção, como vemos também nas saias e nos casacos.

Marcas como a The Row reescrevem os códigos da elegância de uma forma atualizada, o que justifica a obsessão generalizada pela estética compartilhada pelas fundadoras, que também enxergam a moda feminina a partir de um olhar atual que traz poder, feminilidade e liberdade para as mulheres. Eu amei essa coleção, e vocês?

Beijos, Lalá.

PARIS FASHION WEEK- A BUSCA POR LIBERDADE FEMININA NA COLEÇÃO DE INVERNO DA CHANEL 

Apresentada ontem, dia 9 de março, a coleção de inverno da Chanel, assinada por Matthieu Blazy, emociona e encanta nessa que é ainda a sua quarta apresentação na maison. Com um cenário marcado pelo uso de guindastes erguidos dentro do Grand Palais, Blazy se destaca na capital francesa ao incorporar silhuetas da década de 20 para a sua visão atualizada e apresentar uma coleção que constrói estilo, relevância e identidade.

Conforme os desfiles e novas apresentações acontecem, a visão criativa de Matthieu vai ficando mais clara para o público, e percebemos que o seu objetivo, por mais que ousado, também busca trazer novos ares para a Chanel: polir a alta-costura e trazer para o prêt-à-porter uma imagem ousada e excêntrica. Isso explica o motivo para as vendas da Chanel passarem a crescer cada vez mais após a sua estreia na maison, já que agora os signos tradicionais da casa parecem se misturar com a universalidade de outros estilos, ganhando a atenção do público.

No desfile de inverno, Matthieu não se prende a apenas um tipo de mulher e muito menos ao estilo tradicional da mulher Chanel. Inspirado pela liberdade que Gabrielle Chanel integrou à vida das mulheres, Blazy retoma esse discurso através da ousadia entre os blocos da coleção. O que se destaca são as produções que trazem estampas em animal print, os vestidos longos gráficos e as texturas, que são o ponto-chave da coleção e se misturam com uma cartela de cores que foge do básico.

Matthieu transforma uma visão de marca em um novo significado, recitando uma frase que a própria fundadora da maison disse uma vez em uma entrevista: “A moda é, ao mesmo tempo, lagarta e borboleta. Seja uma lagarta de dia e uma borboleta à noite. Não há nada mais confortável que uma lagarta e nada mais feito para o amor do que uma borboleta.” É assim que o designer enxerga a moda: de forma autêntica e multifacetada. Ele entende que mulheres podem ser uma e muitas outras coisas, e é por isso que seu desfile permanece emocionando e alcançando lugares que talvez a tradição não conseguiria alcançar: a autenticidade.

Eu sou apaixonada pela Chanel e consigo ver, na direção criativa de Blazy, que ele não é o designer que vai estar interessado apenas em vender, mas sim em entender o seu público, principalmente as mulheres, e dar voz e liberdade para que elas possam ser o que quiserem. É isso que torna tudo ainda mais apaixonante.

Beijos, Lalá.

MODA E ENTRETENIMENTO- A ESTREIA DE LOVE STORY E AS INFLUÊNCIAS DO MINIMALISMO DOS ANOS 90

Uma das estreias de streaming mais aguardadas deste ano chegou à plataforma do Disney+. Love Story conta com a participação de Paul Anthony Kelly e Sarah Pidgeon, que protagonizam um dos casais mais influentes dos anos 90: o filho do ex-presidente dos EUA, John F. Kennedy Jr., e a publicitária de moda Carolyn Bessette. A série narra a trágica história desse casal que marcou a moda por seu estilo, que unia o quiet luxury ao minimalismo despretensioso em suas produções para o cotidiano.

Carolyn Bessette foi muito mais do que noiva de John F. Kennedy Jr. e teve um papel importante na indústria da moda, principalmente por suas participações nas campanhas da Calvin Klein, que ajudaram a marca a voltar a um novo patamar no mercado. Além disso, ela também foi responsável por trazer mais um dos maiores ícones da moda dos anos 90, Kate Moss, para dentro dessas campanhas, que acabaram caindo na graça do público.

Entretanto, a própria Carolyn virou um ícone de estilo durante essa época, principalmente quando o assunto era o estilo minimalista e o quiet luxury, aparecendo várias vezes publicamente usando seus acessórios preferidos (arquinhos e óculos de sol) e sustentando looks que traziam peças básicas, mas com composições estilosas e bem pensadas, que combinavam com a sua rotina e também prezavam a elegância atemporal nos eventos.

E justamente agora, com a estreia da série, o estilo de Carolyn se tornou uma verdadeira tendência, apelidada de Carolyn Effect, retomando esse estilo minimalista que tomou conta dos anos 90, traduzido para a atualidade e dominando o street style. Camisas sociais, calças jeans e de alfaiataria e o outwear para a rotina do dia a dia, como os slip dresses, voltam a tomar conta do estilo nas ruas em modelagens mais clássicas e atemporais, em produções que se misturam entre o social e o casual, mas que se adaptam a diversas ocasiões pelo seu caráter atemporal.

O Carolyn Effect é só mais uma das provas de que as tendências, por mais legais e bonitas que sejam, ainda assim são muito passageiras, e que o verdadeiro estilo e elegância se escondem atrás do effortless chic e da atemporalidade, que nunca ficam datadas e sempre se renovam. E aí? Já assistiram à série? Me contem!

Beijos, Lalá.

MILAN FASHION WEEK- OS CÓDIGOS DE MARIA GRAZIA CHIURI NA ESTREIA DA FENDI

A semana de moda de Milão começou oficialmente na terça-feira, dia 24 de fevereiro, e já chega trazendo diversas novidades. Se, na última temporada internacional de moda, Paris tinha se tornado o centro das atenções pelas suas novas oportunidades, desta vez a capital italiana ocupa esse lugar com as estreias de Maria Grazia Chiuri na Fendi e de Demna Gvasalia, que apresenta sua nova proposta na Gucci nesta sexta-feira. E falando na designer, ex-Dior, Maria Grazia fez sua estreia ontem e, em meio a elogios e críticas, mostrou mais uma vez o seu olhar em paralelo com os signos mais conhecidos da casa italiana.

Em meio a uma coleção quase monocromática na passarela, com looks principalmente em preto e branco, Maria Grazia Chiuri remonta à elegância e à sofisticação italiana em propostas mais comerciais do que criativas, mas que chamam a atenção pela técnica, pela escolha de tecidos e, principalmente, pelos recursos de styling que sempre estiveram presentes na sua linguagem de moda desde a sua época como diretora criativa na Dior.

O jeans, os pelos, a renda e os cetins bordados se fazem presentes ao longo de toda a coleção, tanto no feminino quanto no masculino. Ao que tudo indica, a Fendi de Maria Grazia Chiuri constrói a imagem de uma mulher moderna e contemporânea, que transita entre a feminilidade e a formalidade social, trazendo para o guarda-roupa feminino alfaiataria, bermudas e trench coats, ao mesmo tempo em que explora vestidos esvoaçantes, em tecidos acetinados e com a transparência das rendas. É uma coleção que parece homenagear as multifacetas femininas, do trabalho aos momentos de descontração.

Maria Grazia já havia feito parte da Fendi em 1997, ao lado de Pierpaolo Piccioli, quando criou uma das maiores it-bags da história da moda: a bolsa Baguette. E, aqui, ela volta como o principal acessório da passarela, em diferentes cores, texturas e estampas, ocupando um dos grandes destaques quando olhamos para esses modelos reimaginados.

Milão é sempre um dos destinos mais aguardados quando falamos em semana de moda internacional, e é por isso que é sempre importante ficarmos de olho nas tendências e novidades que cada uma das marcas apresenta nesse período, já que elas vão ditar muitos outros aspectos da moda que iremos acompanhar durante os próximos meses! Eu amei a estreia da Maria Grazia na Fendi, e vocês?

Beijos, Lalá.