AS MEMÓRIAS MARCAM A PASSARELA DE MARC JACOBS E AQUECE O COMEÇO DE MAIS UMA TEMPORADA DE MODA EM NOVA YORK

Ontem, dia 11 de fevereiro, iniciou-se mais uma temporada de moda em Nova York. Entretanto, fugindo do calendário oficial e apresentando sua coleção um dia antes do início da temporada de desfiles, Marc Jacobs já começou a aquecer as expectativas, revivendo o estilo nova-iorquino sob um olhar contemporâneo que traduz o tom intenso e emocional do inverno.

O primeiro ponto que se destaca na coleção é o equilíbrio entre referências que evocam a nostalgia, mas que, ao mesmo tempo, sustentam um olhar para o futuro. Dentro dessas re-interpretações, Jacobs escolhe se inspirar em sua própria trajetória e, assim, pequenos signos e elementos de coleções de marcas como Saint Laurent, Helmut Lang, Prada e Perry Ellis aparecem misturados a referências de seus próprios trabalhos passados, reforçando, por meio da dualidade entre passado e futuro, sua relevância em um mercado que valoriza cada vez mais as narrativas e os processos por trás das novas coleções.

A cartela de cores da coleção vai dos tons sóbrios aos mais saturados, explorando rosa, azul, vermelho e amarelo. A escolha dos tecidos parece ter sido pensada com muito cuidado: lãs, malhas encorpadas, tecidos acetinados, paetês e tweeds aparecem misturados entre as propostas apresentadas.

Mas o que mais chama a atenção na coleção são as silhuetas que, a princípio, parecem bem clássicas, com construções retilíneas, mas que ganham volumes inesperados no cós das saias, nos ombros e nas golas. Esses elementos tiram as peças do lugar comum e agregam um tom lúdico à coleção, explorando pequenos exageros e proporções distorcidas que criam uma característica quase experimental.

Quando Marc Jacobs antecipa seu desfile, ele não só apresenta uma nova coleção, mas também nos dá pistas sobre o tom que podemos esperar das próximas apresentações e das tendências que podem surgir a partir do primeiro destino do roteiro internacional de moda. Estou ansiosa para ver o que vem por aí. E vocês?

Beijos, Lalá.

NEW YORK FASHION WEEK- O VERÃO COLORIDO DA PATBO

A New York Fashion Week chega ao fim, dando lugar ao próximo destino do roteiro internacional de moda: Londres! Antes disso, quero compartilhar com vocês um dos desfiles que marcaram o encerramento desta temporada em solo americano e que, como sempre, é motivo de grande orgulho para nós. É claro que estou falando da PatBo.

A marca da estilista brasileira Patricia Bonaldi já vem conquistando espaço no calendário internacional há algum tempo e, ano após ano, retrabalha diversos códigos e elementos que dialogam diretamente com a nossa cultura, misturando-os à elegância quase minimalista americana. Desta vez, entretanto, a PatBo apostou em um olhar menos comercial, entregando um desfile de tirar o fôlego.

Assim, inspirada em grandes personalidades da cultura latina, como Elza Soares e Carmen Miranda, Patricia Bonaldi lança sua nova coleção, que explora volumes, babados e estampas. Bordados e franjas também ganham protagonismo em peças que refletem a estética dos anos 80, brincando com diferentes tipos de acabamento e modelagens. A proposta vai dos vestidos opulentos, com cortes em balonê e repletos de drapeados, às camisas sociais estampadas, que se misturam dentro da edição da coleção por meio do styling assinado por Leandro Portos.

Amanhã, as apresentações em Londres começam oficialmente, preparando-nos para as novidades que também virão nos próximos destinos e já nos convidando a ficar de olho nas propostas que a cidade inglesa pode trazer, unindo suas raízes disruptivas aos dias de calor. Já estou ansiosa!

Beijos, Lalá.

NEW YORK FASHION WEEK- O VERÃO 25/26 DA COACH

A semana de Nova York continua a todo vapor, com apresentações de tirar o fôlego, como o novo underwear proposto pela Calvin Klein e as texturas de verão da Proenza Schouler. Entretanto, uma das ideias que mais chamou a atenção surgiu ontem, dia 15 de setembro, nas passarelas da Coach.

Sob a direção criativa de Stuart Vevers, a coleção de verão da Coach explora as proporções das roupas, trazendo protagonismo para as peças de baixo, que brincam com volumes, estampas e amplitudes. A proposta readapta a alfaiataria e aposta em tecidos considerados casuais, trabalhando a dualidade entre cortes tradicionais e o caimento de materiais que remetem a uma estética mais jovem. Assim, transita por ambiguidades visuais e revisita o olhar vintage em direção a um estilo que já vem sendo consolidado, sobretudo pela geração Z, na qual conforto e novas interpretações do belo se misturam, criando imagens renovadas de moda. As peças de cima também dialogam com essa visão, tornando-se mais ajustadas — diferente do que vínhamos observando nas últimas edições — e dando espaço a materiais como couro, tule e malhas, que acentuam as silhuetas e deixam tudo bem rente ao corpo.

Stuart Vevers consegue reimaginar os signos estadunidenses que tornaram a Coach reconhecida mundialmente, o que explica a forma como a marca continua atraindo atenção e ocupando um lugar relevante, mesmo com códigos que remetem a outro momento da moda. Ainda assim, consegue dialogar com diferentes gerações e, sobretudo, despertar desejo em quem acompanha seus desfiles. Estou ansiosa para ver as próximas coleções, e vocês?

Beijos, Lalá.

NEW YORK FASHION WEEK- RALPH LAUREN ABRE O COMEÇO DE MAIS UM CALENDÁRIO INTERNACIONAL DE MODA

Mais uma temporada de moda começa oficialmente hoje, 11 de setembro! Preparando-nos para a chegada do verão e para todas as tendências que surgem junto com ele, Nova York é o primeiro destino do nosso roteiro fashion e já conta com o retorno de grandes nomes ao calendário, como Alexander Wang e Jason Wu. O evento teve início com a apresentação de marcas tradicionais do mercado, como Michael Kors e Ralph Lauren, que realizou seu desfile ontem, quarta-feira, e já chamou a atenção nesse primeiro dia de evento.

Assim, marcada por uma paleta de cores neutras, Ralph Lauren apresenta sua proposta de verão repleta de referências navais, que traduzem a sofisticação e a elegância tradicionais da etiqueta. A coleção explora listras, tecidos esvoaçantes, blazers, gravatas e vestidos que se adequam perfeitamente a ocasiões especiais e jantares sofisticados de verão. Ao som de More Than a Woman, do Bee Gees, as modelos desfilam com looks que resgatam a estética old money, finalizados com acessórios marcantes, como chapéus maximalistas, colares e braceletes metalizados que enriqueceram a coleção.

Esse é apenas o começo de mais uma temporada de moda que promete trazer inovação, aliada à tradição do luxo e da elegância, para compor uma imagem renovada e com um olhar fresco para o verão. Mal posso esperar pelos próximos dias, e vocês?

Beijos, Lalá.

NEW YORK FASHION WEEK- O FRESCOR DO ESTILO JOVEM MARCA O DESFILE DA COACH

Hoje, a New York Fashion Week chega ao fim. Após uma semana de apresentações de marcas americanas supertradicionais e outras mais jovens, que trazem um novo olhar para a moda contemporânea, algumas etiquetas chamaram a atenção por suas coleções disruptivas, brincando com a ideia de peças vintage de forma transgressora e inovadora, como foi o caso da Coach.

Fundada no coração de Manhattan em 1941, a Coach era apenas uma empresa familiar que reunia artesãos para fabricar peças em couro, unindo o estilo americano, design inovador e materiais de qualidade. Assim, deu vida a uma marca que sempre se renova com o passar das gerações, algo que também podemos observar nesta nova coleção. Mantendo suas icônicas bolsas de couro, o desfile trouxe charms de pelúcia ornamentando as peças, conferindo um tom jovem e lúdico. A escolha de styling também se destacou por experimentações com óculos coloridos e de formatos arredondados, além de combinações que uniram camisolas vintage a calças que seguem a tendência das camadas, já em voga há algum tempo.

Através de um desfile totalmente inspirado no frescor da rebeldia jovem, a coleção traz referências do grunge para suas peças, unindo a estética despojada do movimento musical aos clássicos que sempre foram apresentados de forma mais polida. Com uma cartela de cores de pouca variação, a Coach explora tons de marrom e preto, introduzindo pontualmente outras cores nos vestidos. As silhuetas, que começam ajustadas, vão ganhando mais volume, trazendo o oversized para calças, casacos e blazers – peças principais do desfile –, equilibrando o social e o disruptivo.

Vocês gostam desse estilo descontraído, mas ainda assim cheio de moda, proposto pela Coach? Confesso que acho bem jovem e, no olhar geral da coleção, muitas peças podem ser adaptadas a diferentes contextos, trazendo essa atemporalidade e democratização, especialmente quando pensamos em visuais mais urbanos. Icônico, né?

Beijos, Lalá.