NA PARIS FASHION WEEK A MODA EXPERIMENTAL SE JUNTA COM AS TEXTURAS CRIANDO NOVAS PEÇAS NO DESFILE DA ALAIA 

Enquanto o Carnaval acontecia com tudo aqui no Brasil, em Paris, as marcas mais tradicionais da indústria começaram a apresentar suas novas coleções ao público já na segunda-feira, dia 3 de março. Com a abertura marcada por marcas emergentes como CFCL e Vaquera, o evento já conta com momentos marcantes, que continuam acontecendo ao longo dos próximos dias. Entretanto, hoje falaremos sobre o desfile da Alaïa, que já se destaca na passarela por sua elegância não convencional.

Sob a direção criativa de Pieter Mulier, a Alaïa retorna ao calendário da moda com uma identidade fashion que reúne não apenas técnicas, mas também uma estética e um estilo que impactam à medida que os blocos da coleção são apresentados. Aqui, a beleza feminina é tão importante quanto os caimentos e as formas das roupas, que, por si só, são um show à parte, trazendo silhuetas esculturais e peças arquitetônicas.

Dentro de uma seleção de 44 looks, observamos uma cartela de cores sóbria, mas que, ainda assim, consegue explorar tonalidades de formas diferentes, trazendo propostas mais saturadas com azul, vinho e amarelo. No entanto, o que mais chama a atenção no desfile são as peças com um trabalho incrível de drapeados, nervuras, plissados curvados, franjas e silhuetas que brincam com as proporções por meio das texturas nos ombros e quadris, criando novas formas a partir do corpo feminino. A coleção também explora recortes que equilibram a elegância lúdica com modelagens mais ousadas.

Apesar de a Alaïa ser uma marca muito tradicional, é possível perceber que a direção de Mulier mantém seu apelo artístico dentro dos códigos da marca, propondo uma junção única entre passado e presente. O resultado é uma imagem de moda contemporânea, que se renova a cada temporada de forma surpreendente e conquista cada vez mais admiradoras. Eu confesso que amei esse desfile e acredito que já esteja entre os melhores desta temporada de moda. E vocês?

Beijos, Lalá. 

MILÃO FASHION WEEK- A AMBIGUIDADE FASHION NA PRADA

A Semana de Moda de Milão continua a todo vapor. Depois de apresentações polêmicas, como o sexy excêntrico apresentado pela Diesel e outras coleções que marcam novos começos e encerramentos dentro do universo da moda, desta vez olhamos para a Prada, marca que, sob a direção criativa de Miuccia e Raf Simons, ganha cada vez mais admiradores.

A coleção apresentada hoje, dia 27 de fevereiro, une estéticas ambíguas e brinca com os extremos, propondo combinações entre elementos que, teoricamente, não conversariam entre si, mas que aqui se encaixam perfeitamente dentro do conceito da marca de trazer inovação aliada a modelagens clássicas e sofisticadas.

A cartela de cores começa sóbria no início do desfile, mas, aos poucos, ganha vivacidade com estampas florais que resgatam um olhar vintage para as peças. Além disso, as minissaias também ganham protagonismo, juntamente com os conjuntos de couro, casacos pesados e uma alfaiataria moderna e reconstruída, que apresenta formas inovadoras e fora do convencional.

A semana de moda sempre traz novas perspectivas e olhares renovados para a própria essência das marcas, algo que a dupla de Miuccia e Raf conseguem revelar muito bem a cada coleção, misturando um caráter casualmente rebelde, mas de uma forma onde não falta a elegância e a sofisticação tradicional da casa italiana! O que vocês acharam? Gostaram do desfile?

Beijos, Lalá.

MILÃO FASHION WEEK- O OLHAR DO PASSADO GANHA UM CORPO NOVO NA GUCCI 

A Semana de Moda de Milão teve início hoje, 25 de fevereiro, e, como já sabemos, a capital italiana sempre se destacou por sua tradição no mercado e por reunir grandes nomes do cenário atual em sua seleção de marcas escolhidas para se apresentarem durante o evento. Desta vez, quem abriu o primeiro dia da fashion week foi a Gucci, que, mesmo sem um diretor criativo, ainda consegue trazer sua essência e seus signos bem conhecidos para a passarela.

Reafirmando sua essência em sua nova coleção de inverno, a Gucci busca trazer todos os elementos que sempre foram referência em sua história na moda. As rendas, as bolsas icônicas, os lenços e as texturas ganham um lugar especial na coleção. Os anos 60 e 70 também são revisitados por meio dos casacos de pele, da alfaiataria e da cartela de cores, que explora diversos tons, indo dos mais saturados aos mais discretos, sempre com a ousadia e a diversão italiana que acompanham as propostas mais elegantes e sofisticadas da marca. Já as silhuetas seguem um caminho mais simplificado, com modelagens retilíneas e menos volumosas, sem perder, no entanto, a imagem de opulência proporcionada pelas terceiras peças.

Ainda sem um diretor criativo definido, a Gucci consegue representar sua identidade e trazer um pouco mais de sua história para um desfile que respira moda, provando, mais uma vez, que é sempre possível revisitar o próprio legado para criar algo inovador e com um caráter cada vez mais interessante! Me contem: qual foi o seu look preferido? Em breve, volto com mais desfiles que acontecerão ao longo da semana. Fiquem de olho!

Beijos, Lalá. 

HOT TRENDS- O VINTAGE E O LÚDICO DIVIDEM O ESPAÇO NA MODA ATUAL

Diversas tendências desaparecem e retornam algum tempo depois, de forma repaginada e inovadora. Após uma semana de moda marcada pelo minimalismo americano, começamos a perceber a chegada de outras ondas contrárias a tudo o que tem estado em alta nas passarelas, trazendo de volta para a moda um universo divertido e excêntrico, com um olhar renovado para o passado.

O primeiro elemento que começa a se destacar no universo maximalista são os volumes, obtidos por meio de tecidos mais estruturados e modelagens encorpadas. No street style, as peças ganham um toque ainda mais divertido com o uso de babados, estampas, cores e texturas, contribuindo para um visual contemporâneo. Essas peças retornam inspiradas em outras décadas, mas com modelagens atualizadas, integrando-se às novas produções visuais da moda.

Além disso, o styling também passa a ter um papel importante nessa junção de universos, buscando propostas que misturam peças mais divertidas e descontraídas com outras mais sociais, além de incorporar acessórios como elementos essenciais na construção do visual. Polainas combinadas com saltos, casacos de pelo como terceira peça, apresentando diferentes texturas e cores, a sobreposição de calça e saia nos looks, e a fusão de elementos esportivos com outros do universo workwear começam a ganhar mais visibilidade, conquistando cada vez mais o coração das fashionistas!

O vintage está sempre em alta na moda. O processo de encontrar o equilíbrio entre o passado e a contemporaneidade ocorre nos detalhes, e é assim que a moda atual nos apresenta essa nova tendência, que tem tudo para durar por um bom tempo!

Beijos, Lalá. 

FAÇAM SUAS APOSTAS! – AS TENDÊNCIAS DE INVERNO QUE MARCAM A NEW YORK FASHION WEEK

A semana de moda de Nova York já chegou ao fim e, após tantos desfiles incríveis que retratam o melhor do design fashion contemporâneo, agora observamos as peças e os elementos que mais se repetiram nas passarelas e que prometem tornar-se grandes tendências para o inverno de 2025.

OFFICE CHIC

O workwear, desde o final do ano passado, já é uma das tendências que mais crescem e, com a chegada do inverno americano, as peças sociais passam a ganhar ainda mais protagonismo devido às baixas temperaturas. Blazers, terninhos, alfaiataria e gravatas são alguns dos elementos que aparecem repetidamente nos desfiles de marcas como Calvin Klein, Brandon Maxwell, Thom Browne e Fforme.

TERCEIRAS PEÇAS BEM ESTRUTURADAS 

O maximalismo é outra tendência que começa a marcar cada vez mais os desfiles das semanas de moda. Peças bem estruturadas, como casacos, jaquetas e vestidos, ganham volume de diversas formas. Marcas como Simkhai e Eckhaus Latta apostam em peças com formatos arquitetônicos que reinterpretam modelagens clássicas com uma abordagem inovadora. Já grifes como Sandy Liang e Collina Strada investem no lúdico, através das cores e estampas para criar novas peças.

RECORTES E ASSIMETRIAS 

Junto com o minimalismo já bem conhecido das marcas americanas na semana de moda de Nova York, os recortes e as assimetrias aparecem nas coleções como uma forma de quebrar a estética polida das peças. Marcas como Luar e Khaite utilizam a assimetria nas roupas invernais, trazendo um tom sexy e elegante, com decotes que deixam os ombros à mostra e criam a impressão de que a peça está ‘escorregando’ do ombro. Já em etiquetas como Kim Shui e Christian Siriano, os recortes surgem ao longo do comprimento das peças, trazendo um olhar mais rebelde e excêntrico às suas propostas.

Ainda faltam mais cidades por onde o roteiro fashion passará. Continuamos de olho nas novidades e nas possíveis tendências que vão surgindo, acompanhadas de coleções que marcam a chegada do inverno. Assim, podemos adaptar cada uma delas ao nosso dia a dia com muita criatividade e ousadia.

Beijos, Lalá.