FLUIDEZ E TEXTURA- O DRAPEADO JÁ É UMA TENDÊNCIA PARA O VERÃO

Entre as diversas tendências que surgem, seja a partir do streetwear ou das passarelas, o drapeado marca várias produções, trazendo mais movimento e fluidez às peças por meio de técnicas aplicadas aos tecidos para criar essas “ondas”, que aparecem em diferentes estilos e roupas, provando ser altamente adaptável e capaz de adicionar ainda mais detalhes ao nosso visual.

Por meio da manipulação de tecidos como seda e chiffon, o drapeado é criado para trazer volume e fluidez às peças, além de proporcionar um caimento mais elegante, já que costuma seguir a silhueta do corpo. A técnica já se tornou um elemento importante quando falamos de moda mais elegante e sofisticada, aparecendo em vários desfiles desta temporada de verão, como na passarela de Giambattista Valli, que explora uma proposta mais minimalista, aplicando a técnica na parte superior da peça. O desfile de Alexander McQueen, por sua vez, utiliza o drapeado em blazers, criando detalhes ainda mais interessantes em contraste com a padronagem da peça. Diferentemente de marcas como Mugler, que brinca com o drapeado em saias, trazendo mais volume ao quadril e afinando a cintura para criar uma imagem mais sensual, e a Chloé, que incorpora o drapeado ao seu estilo boho, combinando-o com balonês e transparências.

Já no streetwear, as propostas vão se modificando de acordo com as estéticas de cada um. Os drapeados aparecem em vestidos, blusas, camisas e saias, adotando diversas abordagens, variando de looks mais femininos e delicados até os mais urbanos, que contrastam peças casuais com a sofisticação do drapeado, criando uma imagem hi-lo fashion, única e cheia de personalidade. De qualquer forma, independentemente do estilo, essa tendência é uma ótima forma de criar camadas e adicionar mais detalhes aos looks.

Vocês gostam desse detalhe nas roupas? Eu confesso que acho uma graça e estou amando que ele vai voltar com tudo no verão, até porque combina muito bem para nos manter frescas durante os dias mais quentes!

Beijos, Lalá.

A DÉCADA DE 20 E SUA REINTERPRETAÇÃO PARA OS DIAS DE HOJE

A moda sempre cumpre sua função cíclica de olhar para épocas passadas e reviver estilos que já foram tendência, incorporando-os ao guarda-roupa atual. Depois de vermos o retorno de diversas estéticas, agora é a vez da década de 20 marcar seu comeback nas temporadas de moda e produções de street style, trazendo uma nova imagem revigorada do glamour presente no passado.

Conhecida como “Os loucos anos 20”, essa década foi marcada pelo fim da Primeira Guerra Mundial, um momento em que os Estados Unidos passavam por uma grande ascensão econômica, e assim surgiam os “novos ricos”, que tinham a liberdade e o glamour como pilares dessa nova vida americana. Isso se refletiu também na moda, caracterizada por vestidos curtos e leves, silhuetas retas e visuais adornados com chapéus e colares. Nessa época, surgiu a famosa imagem das melindrosas, que se tornaram ícones pelo seu estilo de vida livre e por ditarem as tendências de moda da época.

Agora, essa época icônica chega ao presente no streetstyle, trazendo seus elementos mais conhecidos, como os comprimentos curtos, casacos de pele, plumas e franjas, bordados que começam a ganhar padrões cada vez mais complexos, decotes profundos e a alfaiataria masculina, que também é incorporada às produções femininas de forma elegante e refinada. Isso se reflete também nas passarelas desta temporada de verão, com desfiles de marcas como Fendi, Coperni, The Attico e Luar, que revivem cada símbolo desse estilo em uma representação contemporânea.

É sempre interessante observar como a moda se recicla e se atualiza ao longo dos anos. Esta é apenas mais uma das estéticas que retornaram como uma promessa para o ano que vem e que, aos poucos, já vai conquistando seu espaço entre as apaixonadas por moda! O que vocês acham? Gostam desse estilo? Eu acho uma graça!

Beijos, Lalá. 

A MODA E O WELLNESS SE ENCONTRAM PARA TRAZER UMA NOVA TENDÊNCIA DE LIFESTYLE

Já acompanhamos, durante o final do ano passado e o começo deste ano, a moda se posicionando como um espaço que agora busca, além de estilo, proporcionar conforto e promover mudanças de comportamento. Embora a pandemia tenha terminado há algum tempo, ainda vivemos suas consequências, e essa busca por uma vida mais equilibrada e saudável surge como uma tendência, não apenas no contexto urbano, mas também na alta moda.

A indústria já passou por momentos de estéticas mais “messy” e desordenadas, como o punk dos anos 80, com roupas destruídas, cabelos coloridos e maquiagens borradas, ou a estética “heroin chic” que marcou os anos 90, influenciada por grandes celebridades como a modelo Kate Moss. Ela se tornou um ícone dessa tendência, conhecida pela obsessão com o corpo magro, o ar pós-festa e uma atitude de desapego em relação ao mundo ao redor. Entretanto, na contemporaneidade, estamos passando por uma virada de chave, começando a reconhecer a necessidade de equilibrar diversão com a responsabilidade de manter um corpo saudável, o que também se reflete na moda.

Na última temporada de moda verão 2025, esse padrão se repete de formas diferentes, representando contextos e esportes variados: danças, arco e flecha ou corridas. Cada grife traduz de maneira subjetiva a chegada desse novo comportamento. Na Miu Miu, por exemplo, a grife mistura maiôs com alfaiataria para looks que brincam com a ideia de workwear, enquanto a Ferragamo segue por um caminho mais delicado, com referências ao balé, utilizando leggings, collants e casacos de amarração. Já na Dior, a inspiração vem do arco e flecha, com bodys cheios de recortes, calças esportivas e casacos que refletem esse caráter atlético. Da mesma forma, a The Attico traz sua colaboração com a Nike, combinando tops de academia com blazers e calças de tecidos mais confortáveis e funcionais.

A moda e o comportamento estão sempre andando lado a lado. Será que estamos acompanhando uma fase mais otimista do mercado fashion agora? O que vocês acham dessa tendência? Eu acho que ela representa o momento perfeito para focarmos em nós mesmas e no bem-estar, em união com um estilo único!

Beijos, Lalá. 

PARIS  FASHION WEEK- A SURPRESA COMERCIAL NO DESFILE DA CHANEL

Marcando o último dia da Paris Fashion Week, a Chanel apresentou ontem, dia 1º de outubro, sua coleção de verão 2025. Ainda sem um diretor criativo escolhido para ocupar o lugar de Virginie Viard, a grife optou por exibir sua nova coleção com um tom mais comercial, focando nos códigos mais essenciais e marcantes que fizeram parte da trajetória da marca.

A maison é uma das mais antigas e tradicionais na indústria da moda. Fundada em 1910, inicialmente como uma boutique de chapéus, a marca de Coco Chanel foi, ao longo do tempo, ampliando sua gama de produtos e consolidando seu nome entre a alta sociedade francesa. Seu estilo inovador incorporava elementos masculinos ao guarda-roupa feminino e suas criações questionavam as normas de vestimenta da época, transmitindo uma mensagem de libertação para as mulheres.

Com um desfile que contou com uma gaiola no centro do Grand Palais – local tradicionalmente escolhido pela marca para suas apresentações – observamos a aparição de todos os códigos que se tornaram marca registrada da maison. O tweed, as listras em peças inspiradas nos marinheiros, terninhos e conjuntos que remetem à silhueta dos anos 1920 marcaram a coleção, que apresentou uma paleta de cores mais neutra. Entretanto, os destaques foram as capas, usadas sobre os looks com transparências e aplicações de plumas, que adicionaram um toque boho a alguns visuais e trouxeram uma ideia de styling mais criativo.

Ainda sem alguém para liderar as coleções da maison, a Chanel aposta na segurança do conhecido, de forma simples e elegante, mantendo a alta qualidade como pilar entre a técnica e a execução. Com vários nomes sendo cogitados para assumir o cargo de diretor criativo, uma pergunta permanece: o que podemos esperar para o futuro da marca?

Beijos, Lalá. 

PARIS FASHION WEEK- O BOHO ESTÁ EM ALTA E SE DEPENDER DA CHLOÉ ELE CONTINUARÁ POR AINDA MAIS TEMPO

A programação da Paris Fashion Week continua a todo vapor! Depois de acompanharmos desfiles como os da Dior, Saint Laurent e Balmain, nosso foco hoje se volta para um desfile que aconteceu logo pela manhã desta quinta-feira: o da Chloé. Sob a direção criativa de Chemena Kamali, a marca chama a atenção por manter seu estilo feminino, cheio de referências dos anos 70, mas trazendo essa estética em uma nova roupagem, completamente diferente da coleção passada.

O estilo Boho, apesar de ter alcançado seu ápice na década de 70 com a ascensão do movimento hippie, surgiu realmente nos anos 20, com a ajuda do ativismo francês, que buscava criar laços entre a moda e a arte. Inspirado pelo espírito livre, criativo e despreocupado dos artistas da época, essa estética passou a se popularizar justamente por trazer diversas referências como parte de sua composição. Ao longo do tempo, o estilo foi evoluindo seus códigos, especialmente através dos trabalhos de estilistas como Kamali, que adicionou um toque de modernidade a essa imagem.

Com uma base super feminina, a coleção de verão da Chloé explora transparências, rendas e tecidos fluidos para trazer conforto e liberdade à sua interpretação do guarda-roupa feminino, utilizando principalmente tons pastéis, como rosa, azul e amarelo, criando uma atmosfera refrescante e suave para a estação mais quente do ano. As silhuetas eram volumosas e predominantemente curtas, incorporando o estilo balonê em vestidos e calças. Além disso, observamos a presença de terceiras peças na coleção, como parkas, jaquetas de camurça e casacos mais curtos, com uma pegada delicada, combinados com muitos babados e estampas florais.

A coleção de Chemena chega como uma promessa de continuidade da estética boho chic, que, apesar de bastante comercial, ainda assim traz um ar sonhador às peças, prometendo um verão carregado de códigos românticos e muita liberdade. Eu amei, e vocês?

Beijos, Lalá.