DA CABEÇA AOS PÉS!- AS TENDÊNCIAS DE SAPATOS PARA O OUTONO/INVERNO

Depois de diversas tendências e conceitos, como os “ugly shoes”, já entendemos que, dentro da composição do visual, um sapato nunca é SÓ um sapato e que ele também é um item que ajuda a trazer mais estilo e informação de moda para qualquer look. Por isso, vim compartilhar com vocês alguns modelos de calçados que prometem marcar as produções de outono/inverno.

As botas durante o inverno são sempre um must-have, porém o que marca a chegada da estação neste ano são os calçados em tons de marrom, que chegam como uma opção elegante e sofisticada para quem cansou do peso das botas pretas nos looks. Esses tons são democráticos e combinam com praticamente todas as cores, trazendo um ar de visual pensado, que foge do básico, mas sem tantas excentricidades.

Os sapatos flats também se destacam: sejam os mocassins minimalistas, que adicionam um ar mais elegante e clássico aos looks urbanos, ou as sapatilhas arredondadas, que trazem um toque de criatividade e diversão. Os sapatos baixos são confortáveis, versáteis e combinam com muitas propostas, desde o casual chic com calças jeans e peças de alfaiataria até saias e vestidos volumosos.

Por último, um dos modelos que se destacam como uma opção oposta aos tradicionais scarpins são os Vamp Pumps, modelos de salto que trazem o colo do pé mais coberto e a parte dos tornozelos livre. É um calçado com características mais contemporâneas, entretanto, ainda assim, consegue manter elegância e sofisticação em sua silhueta, funcionando tanto para looks de escritório quanto para visuais noturnos e de passeio.

Independentemente de o seu estilo ser mais clássico e atemporal ou moderno e urbano, essas tendências se destacam por serem democráticas e adaptáveis a diversos estilos. Eu estou apaixonada por cada uma delas, e vocês? Em qual vão investir?

Beijos, Lalá.

MET GALA 2026- A MODA E A ARTE SE ENCONTRAM NOS MELHORES LOOKS DA NOITE!

Nesta primeira segunda-feira de maio, dia 4, aconteceu mais uma edição do tradicional baile de gala do Metropolitan Museum of Art, em Nova York, o famoso Met Gala, com o objetivo de angariar fundos para o Costume Institute. Nesta edição, diversas personalidades importantes adentraram o baile celebrando o tema “Costume Art”, que traz uma mostra que mistura pinturas e esculturas históricas com o vestuário contemporâneo.

Como co-hosts, Beyoncé, Nicole Kidman e Venus Williams também marcaram o evento, que tirou nosso fôlego. Vem conferir os melhores looks da noite!

Começando pelas mais jovens do clã Kardashian/Jenner, as irmãs Kendall e Kylie usam Gap Studios e Schiaparelli, respectivamente, explorando referências de esculturas gregas e neoclássicas. Os vestidos passeiam entre o rígido e a leveza dos tecidos. A modelo Anok Yai usa Balenciaga, sob a direção criativa de Pierpaolo Piccioli, e apresenta uma das belezas mais comentadas da noite, com a pele bronzeada e lágrimas em 3D que remontam à imagem de Nossa Senhora; ela se transforma em uma verdadeira estátua humana. Chase Infiniti também marca a noite com um look Thom Browne, com mais de 1 milhão de aplicações de brilho em todo o comprimento do vestido.

vestido customizado da Mugler, pintado à mão, inspirado na obra “Il Giardino di Arles”, de Van Gogh. Assim como a artista Gracie Abrams, que usou um vestido Chanel, assinado por Matthieu Blazy, referenciando a obra “Ritratto di Adele Bloch-Bauer I”, de Gustav Klimt, por meio das aplicações de pedraria.

A atriz Hunter Schafer, em um look customizado da Prada, também homenageia Gustav Klimt e sua obra “Mäda Primavesi”, recriando, em um olhar contemporâneo, a vestimenta da pintura. Já Madonna usa Saint Laurent em referência à obra “La Tentazione di Sant’Antonio, Frammento II”, da artista surrealista Leonora Carrington.

O Met Gala é uma noite que nos relembra como a moda continua sendo mágica e que também pode carregar mensagens importantes por trás de cada detalhe. Eu fiquei apaixonada por vários looks e acho até difícil escolher apenas um como o melhor. E vocês? Tiveram um preferido?

Beijos, Lalá.

SUAS ROUPAS FALAM!- O ÁPICE DAS CAMISETAS GRÁFICAS!

A moda e a comunicação sempre andaram juntas. Sabemos que nosso estilo e nossas roupas transmitem mensagens antes mesmo de pensarmos em falar. E agora, olhando para a moda atual, uma das principais tendências que mais crescem são as camisetas gráficas, que transmitem recados de forma direta. Seja uma piadinha meio ácida ou uma manifestação sobre a sustentabilidade na moda, a comunicação parece se tornar mais forte ao longo dos anos, e cada vez mais pessoas usam as roupas como meio de expressão.

E, claro, essa tendência não surgiu agora. Os modelos de baby tee com escritos já se tornavam populares nos anos 90, graças à influência de pessoas de dentro da indústria, como Linda Meltzer, que adicionava as camisetas em suas propostas de figurinos e clipes. Foi dessa forma que a baby tee se tornou um ícone atemporal, conquistando até mesmo a cultura pop e aparecendo em séries e filmes como Friends e Clueless, em personagens que passaram a ser referência de estilo para as garotas mais novas.

Com o cinema e as mídias, algumas estampas se tornaram verdadeiros fenômenos, como a “I told ya”, que ganhou destaque após aparecer em “Challengers”, estrelado por Zendaya. As camisetas também passaram a funcionar como recurso de marketing, como no caso das peças usadas por Charli XCX durante a divulgação do álbum Brat. Mas, além das ironias e piadas, muitas marcas utilizam essas peças para transmitir mensagens que precisam ser ditas em voz alta. Um exemplo é a camiseta “Protect the Dolls”, criada pelo designer Conner Ives e apresentada na London Fashion Week de 2025, que rapidamente se tornou um símbolo de apoio e proteção à comunidade trans.

Outros designers já exploraram esse caráter discursivo anos antes, como Vivienne Westwood, que incorporou em suas criações pautas como direitos humanos, paz e justiça ambiental, consolidando-se como um dos principais nomes quando o assunto é ativismo na moda.

Independentemente do estilo, as graphic tees aparecem em todos os lugares e marcam o street style atual como peças-chave na composição dos looks. Seja com calça, saia ou shorts mini, elas se destacam pelas mensagens engraçadas e pós-irônicas e comprovam, mais uma vez, como a moda em 2026 se torna cada vez mais sobre mensagem e comunicação, além de ser uma forma de expressão pessoal.

Beijos, Lalá.

A TECNOLOGIA CONQUISTA O MUNDO REAL- A TENDÊNCIA DO TECHWEAR NO STREETSTYLE

Futurista e utilitário, o techwear parece ser uma tendência que cresce aos poucos, cada vez mais. Considerado um subgênero da moda que ainda está em processo de ascensão, essa estética incorpora o design moderno, misturado a um caráter minimalista, carregando em si a ideia de um cenário de futuro distópico, onde o digital passa a colidir com o mundo real. E isso se aplica não só à estética, mas também aos tecidos escolhidos para as peças.

Materiais esportivos, tecnologias à prova d’água e tecidos respiráveis, que contam com proteção contra germes, poluição e raios solares, são as principais escolhas para a produção das peças e revelam uma busca dos consumidores por proteção e por algo que traga essa sensação de segurança, além do caráter utilitário, presente nos bolsos, recortes e acessórios, que também ajudam na performance. O uso de volumes também se destaca como uma forma de expressão pessoal dentro da própria tendência, trazendo silhuetas expressivas e chamativas.

No street style, o techwear se mistura com outros subgêneros estéticos, como o cyberpunk e até mesmo algumas variações do gótico, principalmente nos detalhes dos looks. Visuais monocromáticos, geralmente em tons mais escuros, peças destroyed e combinações de camadas de roupa ajudam a criar mais volume e novas silhuetas para as produções. Calças cargo, saias plissadas com aplicações de faixas e até os casacos são essenciais para a trend e aparecem em diversas propostas. Na parte dos acessórios, os óculos escuros maxi são quase unânimes, mas bonés, lenços, cintos e “penduricalhos” também aparecem na maior parte das produções.

Muitas estéticas e estilos se misturam e passam a criar novas perspectivas na moda, que acabam se relacionando por meio dos detalhes e, assim, também começam a dialogar com os novos contextos da atualidade. O que você acha do techwear? Usaria essa trend? Me conta!

Beijos, Lalá.

A EXCENTRICIDADE POUSA EM SHANGHAI- CONHEÇA A NOVA COLEÇÃO DA MAISON MARGIELA!

Tudo que gira em torno do nome Margiela parece um pouco místico e provocador. Se a maison se transformou nas mãos de Galliano em seu tempo de direção criativa, agora, com Glenn Martens, essa estética tão única da etiqueta parece evoluir e ganhar, literalmente, novos ares. Sem nunca ter apresentado uma coleção fora de Paris desde que foi criada, em 1988, a Maison Margiela parece quebrar essa tradição e leva seu desfile, que mistura as coleções Artisanal e Prêt-à-Porter, para Xangai.

Em um cenário urbano cheio de contêineres, o desfile faz referência à manualidade tão famosa da marca. Mesmo que a escolha do destino e do cenário mostre o lado mais comercial da moda e das produções em massa, que andam junto ao mercado chinês, o desfile da maison reforça o valor da tradição artesanal, do processo criativo e da estética da imperfeição no vestuário, trabalhando com roupas amassadas e corroídas.

Inspirada no conceito de mercado de pulgas, a coleção busca explorar a ideia de reaproveitamento e ressignificação de objetos, conceito que já era tradicionalmente explorado pela maison, mas que, nesta coleção, aparece principalmente nas modelagens e nas técnicas de criação de superfícies têxteis. Mangas bufantes, vestidos de renda e golas altas remontam às peças do século XIX; alfaiatarias ganham novas camadas, e peças são criadas com materialidades não usuais, como porcelana e aço, além de um vestido produzido com uma mistura de folhas de ouro e antiguidades garimpadas, que foram misturadas com látex e borracha, transformando peças vintage em roupas.

A nova coleção da Margiela reflete o desejo atual dos consumidores de se aproximar do humano, principalmente em tempos tão marcados pelo uso da tecnologia e da inteligência artificial. O conceito não deixa o olhar comercial de lado, mas aproxima a marca do mercado, principalmente por meio das várias ativações que acontecem ao longo do mês, trazendo exposições que contam a trajetória da marca e suas criações mais icônicas em diversas cidades do país.

Beijos, Lalá.