A CRONOLOGIA DAS BOINAS- CONHEÇA O ACESSÓRIO QUE MARCOU A HISTÓRIA DA MODA

Nós sabemos que qualquer acessório pode ser o toque final que um look precisa para tirá-lo do lugar ordinário e, ultimamente, os chapéus e acessórios de cabeça vêm cumprindo essa função perfeitamente, trazendo detalhes e truques de styling que garantem essa dose de estilo de forma prática. Entre os vários modelos que se destacam no street style, um deles são as boinas, clássicas e icônicas, que ganham diversas propostas de visuais.

Artistas, poetas e aquele clássico cenário de filme francês… as boinas podem, muitas vezes, ser relacionadas a tudo isso. Entretanto, a sua origem é bem mais antiga do que a imagem criada pelo cinema, que marcou a década de 1940. Gorros feitos de lã e com construções muito parecidas já eram encontrados desde a Grécia Antiga e a Idade Média em toda a Europa. No entanto, o nome “boina” só aparece em 1835.

Tendo suas raízes em regiões bascas, as boinas eram populares principalmente entre os camponeses, mas também alcançaram outras classes sociais. Com a chegada dos períodos de guerra entre os séculos XVIII e XIX, os militares espanhóis passaram a adotar as boinas como parte do uniforme, e anos depois elas também foram incorporadas aos exércitos franceses. Assim, conforme a Europa mergulhava na Primeira e na Segunda Guerra Mundial, a boina se popularizou por sua funcionalidade, especialmente pelo uso junto aos tapa-ouvidos, que eram necessários principalmente para unidades de elite e especializadas.

Já no início do século XX, o cinema foi um fator importante para impulsionar a popularidade da peça, e assim o estilo e a cultura europeus passaram a viver no imaginário americano, que ansiava por reproduzir a estética dos cinejornais europeus.

Dentro das mídias, a música também ocupou um lugar importante na história das boinas, principalmente durante o período entre guerras, já que diversos artistas e cantores se apropriaram desse símbolo, antes usado pelos camponeses, e o transformaram em um ícone de rebeldia. O mesmo aconteceu alguns anos depois, na década de 1960, quando as boinas foram adotadas por diversos grupos, como os Panteras Negras e alguns movimentos de resistência latinos.

Mesmo carregadas de história, as boinas adentram a atualidade trazendo um toque a mais de estilo às produções, que vão desde as mais clássicas até as mais experimentais. Combinadas com calças retas, saias midi, alfaiataria e até mesmo em looks que resgatam as influências dos anos 2000, que trouxeram as boinas em propostas que misturavam o acessório com peças mais sensuais, o clássico e o atemporal se provam, mais uma vez, imbatíveis quando o assunto é estilo para além das tendências. É nesse contexto que as boinas retomam, novamente, o seu lugar de popularidade.

Eu acho as boinas muito delicadas e, ao mesmo tempo, cheias de personalidade. Não vejo a hora de montar um visual com elas. E vocês? Vão aderir ao acessório?

Beijos, Lalá. 

O BÁSICO ELEVADO- AS MAIORES TENDÊNCIAS PARA A CHEGADA DO OUTONO!

O verão chegou ao fim, e agora as temperaturas diminuem, enquanto as tendências de outono/inverno começam a tomar forma e ganhar protagonismo, principalmente no street style, que agora parece abraçar novas modelagens e padronagens dentro de propostas que valorizam um visual mais prático, mas que exploram detalhamentos capazes de elevar a imagem dos básicos. Vem conferir algumas delas!

Ao lado de peças mais clássicas e estruturadas, uma das primeiras tendências que ganham espaço na moda de outono são os detalhes no pescoço. Mas, diferentemente do ano passado, que ficou marcado por golas em modelagens mais experimentais, desta vez os lenços, echarpes e até mesmo as bandanas amarradas no pescoço passaram a se tornar um dos principais truques de styling para a estação. Um detalhe simples, mas que já agrega mais informação ao visual.

Para o outono de 2026, as jaquetas também ocupam um lugar de destaque nas apostas de terceiras peças. Modelos adornados com franjas no estilo western, golas funil bem altas e trench coats encurtados, que já apareciam no ano passado, ganham ainda mais força desta vez. Tudo isso combinado com propostas all black, jeans em lavagens mais claras e até mesmo com saias bem clássicas em modelagem reta.

Agora, não podemos falar da chegada do outono sem mencionar o xadrez. A padronagem já aparece na maior parte das propostas de looks no street style e marca diversos estilos de peças, desde camisas sociais até saias longas e midis em tecidos texturizados e flanelas. Tudo isso combinado com diversos acessórios e botas e saltos altos como toque final.

A atemporalidade transforma o consumo de moda e redefine os clássicos, é dessa forma que as tendências de peças para o outono conseguem ser uma ótima aposta não só para 2026, mas se sustentam ao longo dos anos sem ficar datado! E aí, qual dessas peças é a sua favorita?

Beijos, Lalá.

BEAUTY TRENDS- 3 ESTILOS DE UNHA QUE JÁ SÃO TENDÊNCIAS!

A primeira impressão é a que fica… e, por mais que às vezes pensemos que a nossa imagem não necessariamente diz tanto sobre nós, a realidade é muito diferente. Dessa forma, a beleza também se torna uma continuação da nossa personalidade. Por isso, vim compartilhar com vocês 3 tendências no mundo das nail arts para você adaptar ao seu estilo, que prometem chamar a atenção independentemente de qual for o evento!

MILKY NAILS

A primeira tendência de nail art ainda deriva daquelas primeiras inspirações após a alta da estética clean girl. As milky nails ganham esse nome por causa de sua aparência “leitosa”, geralmente usada na esmaltação em gel. A técnica combina esmalte branco, off-white ou rosado translúcido para criar um efeito que remete à coloração do leite, proporcionando um acabamento suave e se tornando uma opção menos óbvia para quem gosta de unhas mais minimalistas.

MEIA- LUA 

Já as unhas com esmaltação em meia-lua são o meio-termo entre algo mais lúdico e criativo, mas que, ao mesmo tempo, não chega a ser maximalista. Trazendo referências de nail art dos anos 20 e 50, períodos em que esse estilo de esmaltação teve seu ápice, essa técnica clássica destaca a base das unhas, deixando-a natural ou pintada em outro tom, o que cria aquele aspecto retrô. É um estilo clássico e atemporal que também pode ser adaptado de diversas formas.

BOLINHAS MAXIMALISTAS 

Por último, já sabemos que a estampa de bolinhas foi um boom no mundo da moda desde o ano passado, marcando diversas peças. Mas elas não param por aí e também passam a adornar as unhas, ao lado de propostas maximalistas que buscam unir as bolinhas a outras cores, texturas e desenhos, trazendo esse caráter marcante e fora do comum aos detalhes, que se tornam quase indispensáveis para elevar qualquer visual. Nessa proposta, a ideia é que você se solte 100% e deixe sua criatividade fluir para construir algo que tenha 100% da sua identidade, de forma bem menos contida!

As nail arts também são uma ótima forma de deixar a criatividade fluir e trazer pequenos detalhes que sempre acabam agregando ainda mais estilo e personalidade a qualquer look, uma forma simples e descomplicada de deixar tudo com a sua cara! Qual dessas é a sua preferida?

Beijos, Lalá.

A SOFISTICAÇÃO DOS ANOS 90- AS INFLUÊNCIAS DO MINIMALISMO NA COLEÇÃO DE INVERNO DA THE ROW

Depois de tendências que retomam o estilo dos anos 90 e do boom que aconteceu nas últimas semanas com o Carolyn effect, não existem mais dúvidas de que o estilo minimalista que marcou esse período já está ganhando força e tornando-se protagonista na moda atual. E, depois do desfile da The Row, que teve suas fotos reveladas nesta semana, a marca das gêmeas Olsen reforça que a estética do luxo silencioso toma cada vez mais forma.

Desde o princípio, já na estreia da The Row, a marca se destacou pela quebra da ideia de consumismo e da rapidez que caminhava ao lado da tecnologia e, por isso, em todas as suas novas coleções fica claro o desencorajamento do uso do celular durante os desfiles da marca, algo que se tornou um símbolo registrado da etiqueta. É dessa mesma forma que estética e comportamento parecem andar juntos quando pensamos nas coleções, principalmente nesta última, que trouxe os símbolos do minimalismo, as cores neutras e modelagens clássicas, como um símbolo da atemporalidade.

Apesar da paleta de cores sóbrias, desta vez observamos alguns looks pontualmente ganhando novas tonalidades, principalmente em vermelho e azul. As peças continuam com seu apelo clássico, mas o styling parece ser uma boa forma de tirar os looks do lugar-comum, trazendo camadas com diferentes tipos de tecidos, propondo combinações de camisas de algodão com tule por cima e novas formas de proporção, como na união dos casacos com as saias retas. As texturas também se destacam, seja nos detalhes de cada peça ou como parte integrante da construção, como vemos também nas saias e nos casacos.

Marcas como a The Row reescrevem os códigos da elegância de uma forma atualizada, o que justifica a obsessão generalizada pela estética compartilhada pelas fundadoras, que também enxergam a moda feminina a partir de um olhar atual que traz poder, feminilidade e liberdade para as mulheres. Eu amei essa coleção, e vocês?

Beijos, Lalá.

PARIS FASHION WEEK- A BUSCA POR LIBERDADE FEMININA NA COLEÇÃO DE INVERNO DA CHANEL 

Apresentada ontem, dia 9 de março, a coleção de inverno da Chanel, assinada por Matthieu Blazy, emociona e encanta nessa que é ainda a sua quarta apresentação na maison. Com um cenário marcado pelo uso de guindastes erguidos dentro do Grand Palais, Blazy se destaca na capital francesa ao incorporar silhuetas da década de 20 para a sua visão atualizada e apresentar uma coleção que constrói estilo, relevância e identidade.

Conforme os desfiles e novas apresentações acontecem, a visão criativa de Matthieu vai ficando mais clara para o público, e percebemos que o seu objetivo, por mais que ousado, também busca trazer novos ares para a Chanel: polir a alta-costura e trazer para o prêt-à-porter uma imagem ousada e excêntrica. Isso explica o motivo para as vendas da Chanel passarem a crescer cada vez mais após a sua estreia na maison, já que agora os signos tradicionais da casa parecem se misturar com a universalidade de outros estilos, ganhando a atenção do público.

No desfile de inverno, Matthieu não se prende a apenas um tipo de mulher e muito menos ao estilo tradicional da mulher Chanel. Inspirado pela liberdade que Gabrielle Chanel integrou à vida das mulheres, Blazy retoma esse discurso através da ousadia entre os blocos da coleção. O que se destaca são as produções que trazem estampas em animal print, os vestidos longos gráficos e as texturas, que são o ponto-chave da coleção e se misturam com uma cartela de cores que foge do básico.

Matthieu transforma uma visão de marca em um novo significado, recitando uma frase que a própria fundadora da maison disse uma vez em uma entrevista: “A moda é, ao mesmo tempo, lagarta e borboleta. Seja uma lagarta de dia e uma borboleta à noite. Não há nada mais confortável que uma lagarta e nada mais feito para o amor do que uma borboleta.” É assim que o designer enxerga a moda: de forma autêntica e multifacetada. Ele entende que mulheres podem ser uma e muitas outras coisas, e é por isso que seu desfile permanece emocionando e alcançando lugares que talvez a tradição não conseguiria alcançar: a autenticidade.

Eu sou apaixonada pela Chanel e consigo ver, na direção criativa de Blazy, que ele não é o designer que vai estar interessado apenas em vender, mas sim em entender o seu público, principalmente as mulheres, e dar voz e liberdade para que elas possam ser o que quiserem. É isso que torna tudo ainda mais apaixonante.

Beijos, Lalá.