MODA E ENTRETENIMENTO- A ESTREIA DE LOVE STORY E AS INFLUÊNCIAS DO MINIMALISMO DOS ANOS 90

Uma das estreias de streaming mais aguardadas deste ano chegou à plataforma do Disney+. Love Story conta com a participação de Paul Anthony Kelly e Sarah Pidgeon, que protagonizam um dos casais mais influentes dos anos 90: o filho do ex-presidente dos EUA, John F. Kennedy Jr., e a publicitária de moda Carolyn Bessette. A série narra a trágica história desse casal que marcou a moda por seu estilo, que unia o quiet luxury ao minimalismo despretensioso em suas produções para o cotidiano.

Carolyn Bessette foi muito mais do que noiva de John F. Kennedy Jr. e teve um papel importante na indústria da moda, principalmente por suas participações nas campanhas da Calvin Klein, que ajudaram a marca a voltar a um novo patamar no mercado. Além disso, ela também foi responsável por trazer mais um dos maiores ícones da moda dos anos 90, Kate Moss, para dentro dessas campanhas, que acabaram caindo na graça do público.

Entretanto, a própria Carolyn virou um ícone de estilo durante essa época, principalmente quando o assunto era o estilo minimalista e o quiet luxury, aparecendo várias vezes publicamente usando seus acessórios preferidos (arquinhos e óculos de sol) e sustentando looks que traziam peças básicas, mas com composições estilosas e bem pensadas, que combinavam com a sua rotina e também prezavam a elegância atemporal nos eventos.

E justamente agora, com a estreia da série, o estilo de Carolyn se tornou uma verdadeira tendência, apelidada de Carolyn Effect, retomando esse estilo minimalista que tomou conta dos anos 90, traduzido para a atualidade e dominando o street style. Camisas sociais, calças jeans e de alfaiataria e o outwear para a rotina do dia a dia, como os slip dresses, voltam a tomar conta do estilo nas ruas em modelagens mais clássicas e atemporais, em produções que se misturam entre o social e o casual, mas que se adaptam a diversas ocasiões pelo seu caráter atemporal.

O Carolyn Effect é só mais uma das provas de que as tendências, por mais legais e bonitas que sejam, ainda assim são muito passageiras, e que o verdadeiro estilo e elegância se escondem atrás do effortless chic e da atemporalidade, que nunca ficam datadas e sempre se renovam. E aí? Já assistiram à série? Me contem!

Beijos, Lalá.

MILAN FASHION WEEK- OS CÓDIGOS DE MARIA GRAZIA CHIURI NA ESTREIA DA FENDI

A semana de moda de Milão começou oficialmente na terça-feira, dia 24 de fevereiro, e já chega trazendo diversas novidades. Se, na última temporada internacional de moda, Paris tinha se tornado o centro das atenções pelas suas novas oportunidades, desta vez a capital italiana ocupa esse lugar com as estreias de Maria Grazia Chiuri na Fendi e de Demna Gvasalia, que apresenta sua nova proposta na Gucci nesta sexta-feira. E falando na designer, ex-Dior, Maria Grazia fez sua estreia ontem e, em meio a elogios e críticas, mostrou mais uma vez o seu olhar em paralelo com os signos mais conhecidos da casa italiana.

Em meio a uma coleção quase monocromática na passarela, com looks principalmente em preto e branco, Maria Grazia Chiuri remonta à elegância e à sofisticação italiana em propostas mais comerciais do que criativas, mas que chamam a atenção pela técnica, pela escolha de tecidos e, principalmente, pelos recursos de styling que sempre estiveram presentes na sua linguagem de moda desde a sua época como diretora criativa na Dior.

O jeans, os pelos, a renda e os cetins bordados se fazem presentes ao longo de toda a coleção, tanto no feminino quanto no masculino. Ao que tudo indica, a Fendi de Maria Grazia Chiuri constrói a imagem de uma mulher moderna e contemporânea, que transita entre a feminilidade e a formalidade social, trazendo para o guarda-roupa feminino alfaiataria, bermudas e trench coats, ao mesmo tempo em que explora vestidos esvoaçantes, em tecidos acetinados e com a transparência das rendas. É uma coleção que parece homenagear as multifacetas femininas, do trabalho aos momentos de descontração.

Maria Grazia já havia feito parte da Fendi em 1997, ao lado de Pierpaolo Piccioli, quando criou uma das maiores it-bags da história da moda: a bolsa Baguette. E, aqui, ela volta como o principal acessório da passarela, em diferentes cores, texturas e estampas, ocupando um dos grandes destaques quando olhamos para esses modelos reimaginados.

Milão é sempre um dos destinos mais aguardados quando falamos em semana de moda internacional, e é por isso que é sempre importante ficarmos de olho nas tendências e novidades que cada uma das marcas apresenta nesse período, já que elas vão ditar muitos outros aspectos da moda que iremos acompanhar durante os próximos meses! Eu amei a estreia da Maria Grazia na Fendi, e vocês?

Beijos, Lalá.

TENDÊNCIAS DE 2026- A PERDA DA SERIEDADE NA MODA E NO DESIGN 

Atualmente, passamos por períodos conturbados social, política e economicamente, entendemos que a vida passou a ficar mais pesada e o mundo tornou-se cada vez mais sério, sem espaço para a espontaneidade. É aí que o design, a moda, a beleza e até mesmo o estilo de vida entram em uma onda contrária, promovendo um novo olhar que carrega uma dose de humor, características e elementos que suavizam o teor frio e impessoal que até então parecia se construir em diversos aspectos do mercado.

E assim, as primeiras tendências para este ano começam a surgir a partir de um novo comportamento dos consumidores, em que o dia a dia torna-se mais calmo e planejado, levando em consideração principalmente a busca por estabilidade e bem-estar em um estilo de vida que passa a valorizar o equilíbrio e uma rotina mais tranquila. Formas arredondadas, novas combinações de cores com tons pastéis e rotinas que criam pequenos rituais para proporcionar uma sensação de prazer sem compromisso ou pressão também passam a construir novas estéticas e estilos dentro da moda.

Dessa forma, enxergamos duas ondas estéticas diferentes que passam a dividir o protagonismo não só dentro das passarelas, como também no streetwear. Uma delas é a da proteção e do utilitarismo, marcada por bolsas transversais, peças cargo e sobretudos ou trench coats, que já parecem ser boas apostas para o período de outono/inverno. Já a outra perspectiva, que assume um lado mais lúdico, marcada pelo humor em peças que exploram modelagens experimentais, rendas, tules e detalhes que tiram a moda do lugar-comum. Abotoaduras ornamentais, golas de boneca, brilho e texturas criam esse novo mundo repleto de possibilidades criativas para propostas que se destacam em qualquer visual.

Moda, beleza e design sempre andam lado a lado quando pensamos em novas tendências de comportamento, seja em relação ao consumo ou às novas formas de viver. É inegável a influência das novas gerações quando o assunto é bem-estar e pensar a moda de forma sustentável e equilibrada. Por isso, as tendências passam a ganhar características próprias e uma autenticidade que se destaca na atualidade. Qual dessas é a sua preferida?

Beijos, Lalá. 

AS MEMÓRIAS MARCAM A PASSARELA DE MARC JACOBS E AQUECE O COMEÇO DE MAIS UMA TEMPORADA DE MODA EM NOVA YORK

Ontem, dia 11 de fevereiro, iniciou-se mais uma temporada de moda em Nova York. Entretanto, fugindo do calendário oficial e apresentando sua coleção um dia antes do início da temporada de desfiles, Marc Jacobs já começou a aquecer as expectativas, revivendo o estilo nova-iorquino sob um olhar contemporâneo que traduz o tom intenso e emocional do inverno.

O primeiro ponto que se destaca na coleção é o equilíbrio entre referências que evocam a nostalgia, mas que, ao mesmo tempo, sustentam um olhar para o futuro. Dentro dessas re-interpretações, Jacobs escolhe se inspirar em sua própria trajetória e, assim, pequenos signos e elementos de coleções de marcas como Saint Laurent, Helmut Lang, Prada e Perry Ellis aparecem misturados a referências de seus próprios trabalhos passados, reforçando, por meio da dualidade entre passado e futuro, sua relevância em um mercado que valoriza cada vez mais as narrativas e os processos por trás das novas coleções.

A cartela de cores da coleção vai dos tons sóbrios aos mais saturados, explorando rosa, azul, vermelho e amarelo. A escolha dos tecidos parece ter sido pensada com muito cuidado: lãs, malhas encorpadas, tecidos acetinados, paetês e tweeds aparecem misturados entre as propostas apresentadas.

Mas o que mais chama a atenção na coleção são as silhuetas que, a princípio, parecem bem clássicas, com construções retilíneas, mas que ganham volumes inesperados no cós das saias, nos ombros e nas golas. Esses elementos tiram as peças do lugar comum e agregam um tom lúdico à coleção, explorando pequenos exageros e proporções distorcidas que criam uma característica quase experimental.

Quando Marc Jacobs antecipa seu desfile, ele não só apresenta uma nova coleção, mas também nos dá pistas sobre o tom que podemos esperar das próximas apresentações e das tendências que podem surgir a partir do primeiro destino do roteiro internacional de moda. Estou ansiosa para ver o que vem por aí. E vocês?

Beijos, Lalá.

POETCORE AESTHETIC- A EVOLUÇÃO DA ESTÉTICA DARK ACADEMY

Em um momento em que a sociedade é marcada pela rapidez, algumas tendências surgem com o objetivo de repensar a velocidade e a maneira como consumimos o mercado da moda e as próprias tendências. Assim, o Poetcore surge quase como uma evolução da tendência dark academy, que marcou a era Tumblr e os anos de 2015/2016.

Acompanhando a ascensão da estética contemporânea nas artes, essa tendência explora um senso de introspecção, delicadeza e romantismo, inspirado em um lifestyle de época, com cartas escritas à mão, momentos dedicados à literatura e rituais diários de reflexão silenciosa. Todo esse movimento estético conversa diretamente com quem encontra beleza na calma, no cotidiano e em uma moda lenta, que presta atenção a todos os detalhes, desde a escolha da peça de roupa até os acessórios.

Clássico, atemporal e sustentando uma imagem de romantismo delicado, o Poetcore possui uma paleta de cores sóbrias, com marrom, preto, branco e outros tons pastel. O ar melancólico e centrado aparece no uso de modelagens mais clássicas, como sobretudos e casacos com abotoaduras, mas também ganha um olhar feminino por meio do uso de rendas e babados nas peças, que adicionam um toque de leveza.

No street style, ele pode surgir de forma mais minimalista, concentrando os detalhes nos acessórios, como meia-calças rendadas, mix de colares com pérolas, pingentes delicados e saltos finos, porém de pouca altura. O uso de camadas também marca o styling dessa estética, que ganha volume e novas propostas de silhueta.

Tendências vêm e vão, e o Poetcore chega como um sinônimo da busca por momentos de calma e reflexão, que passam a fazer sentido dentro do comportamento atual, além de retomar estéticas de moda que conseguem transitar tanto pelo vintage quanto pela atualidade. Eu acho a coisa mais linda! E vocês?

Beijos, Lalá.