A APOSTA VERSÁTIL E ATEMPORAL DO VERÃO EUROPEU  

Como tudo na moda é cíclico, tendências vêm e vão. Entretanto, algumas peças se tornam clássicas e atemporais, tornando-se itens essenciais em todos os guarda-roupas e estilos. E agora a tendência é o jeans, a peça que teve origem com os trabalhadores e hoje se faz presente na vida de todo mundo como um dos itens mais democráticos da moda.

Com uma longa história na cena fashion, o jeans teve sua primeira aparição em Nimes, na França, em 1792. Usado principalmente para as roupas dos trabalhadores do campo e para os marinheiros vestirem durante as viagens, devido à característica mais rígida do tecido, que na época era tingido principalmente de marrom. Alguns anos depois, este chamou a atenção do alemão Levi Strauss, que adaptou o denim como uniforme dos mineradores, criando uma versão mais confortável e maleável, sem perder a sua durabilidade. Nascia assim, em 1860, a primeira calça Levi’s, que se tornou uma peça super comercial e, ao longo dos anos, passou a ganhar ainda mais popularidade.

Agora, falando do verão europeu, o jeans volta com tudo no streetstyle, tanto no seu tingimento azul clássico quanto em outras variações do tom! Marcando presença nos vestidos, calças, bermudas e até mesmo nos looks all denim. Já o styling fica marcado pelos saltos mais delicados, óculos de sol maximalistas e muitos acessórios, trazendo ainda mais informação de moda para os looks. Apesar da tendência estar acontecendo lá no verão europeu, nós também podemos adaptar o jeans para a chegada do inverno aqui no Brasil, justamente por ser super adaptável e também uma ótima aposta para nos mantermos aquecidos durante as temperaturas mais baixas.

Quem não ama um jeans, não é mesmo? Já separaram aquela peça icônica do guarda-roupa para usar? Eu confesso que amo e não abro mão das peças vintages, que juntam muito estilo e conforto, tanto para o dia a dia quanto para as ocasiões mais especiais!

Beijos, Lalá.

A SEMANA DE ALTA-COSTURA CHEGA AO FIM COM O UNIVERSO FANTASIOSO DE ROBERT WUN

Depois de uma semana marcada por desfiles únicos e incríveis, hoje chega ao fim a temporada de inverno com as apresentações de Ashi Studio e do estilista mais queridinho atualmente, Robert Wun, com seu tom dramático e teatral que mistura a Haute Couture com um toque de terror sofisticado.

O estilista, nascido em Hong Kong, se formou no London College of Fashion em 2012, lançando sua marca homônima um ano depois. Reconhecido pelo seu teor revolucionário e estilo único, Wun estreou na semana de alta-costura no ano passado e se tornou, a partir daí, um dos estilistas mais icônicos na atualidade, justamente por trazer em suas peças um estilo arquitetônico que explora as dualidades entre o harmônico e o caótico e o artificial e o orgânico, através de uma identidade futurista que explora formas fortes e inovadoras, uma estética vibrante com muitas cores e texturas, volumes e materiais, construindo uma nova cara para a indústria da moda atual.

Nessa coleção, o estilista adentra a beleza do tempo através de temas que mostram como a passagem deste acontece em diferentes capítulos: da vida até a morte, da terra ao universo e também na natureza. Explorando silhuetas esguias e bem marcadas com os espartilhos, plissados, transparências e muita tridimensionalidade, os looks que imitavam músculos e esqueletos foram os que chamaram a atenção, juntamente com as flores, borboletas em 3D aplicadas nas roupas e as marcas de queimadura que já apareceram outras vezes em seus trabalhos. Robert Wun traz a experimentação para a alta-costura, alcançando uma coleção sofisticada e muito impactante.

Wun, com certeza, foi um destaque durante essa semana de alta-costura ao lado de outras maisons que proporcionaram momentos únicos durante todos esses dias. As temporadas de moda são momentos de inspiração e servem para acessarmos novos olhares em relação à moda contemporânea e ao que pode surgir com os designers mais novos. Qual foi o desfile preferido de vocês? Me contem!

Beijos, Lalá. 

A ALTA-COSTURA E O STREET STYLE CAMINHAM JUNTOS NA NOVA COLEÇÃO DA BALENCIAGA

A semana de alta-costura começou na segunda-feira, 24 de junho, em Paris. Com o início marcado pela nova coleção da Schiaparelli, esses dois dias de eventos já foram marcados por desfiles incríveis das nossas maisons preferidas, como Dior, Chanel, Iris Van Herpen e Giambattista Valli. Entretanto, no post de hoje, vamos conferir um pouco de como foi o desfile da Balenciaga, que aconteceu nesta manhã e já conta com muitos comentários na internet!

Como sempre, o trabalho de Demna Gvasalia gera muitas opiniões, e dessa vez não poderia ser diferente! Ao som de uma trilha sonora de meditação guiada, Demna apresenta uma alta-costura subversiva, rejeitando a formalidade que sempre foi exigida e, dessa forma, misturando os códigos mais conhecidos da maison com sua estética pessoal. Enxergando a exclusividade que a alta-costura tanto pede dentro da ideia da imprevisibilidade, ele apresenta uma dualidade entre os vestidos que parecem ter sido tirados diretamente de uma festa de gala e looks que olham 100% para o streetwear, apropriando-se dos jeans, jaquetas e camisetas.

O desfile ficou marcado pelo detalhamento, como as ombreiras que criavam um caimento diferente nas peças, as camisetas que foram usadas em cima dos chapéus, e os patchworks que juntavam cintos, camisetas de time, jeans e casacos. Os vestidos também chamam muita atenção, com tecidos de couro, metalizados e texturizados. Porém, o último look, feito de tule, marca o desfile justamente por ter sido criado na hora do evento, apenas enrolando o tecido diretamente no corpo da modelo. No final, tudo o que entendemos como casual e alta-costura passa a ser reinterpretado através de um olhar novo e contemporâneo, trazendo a reflexão sobre o que caracteriza o luxo.

A Balenciaga sempre gera muitas discussões em suas apresentações, sendo uma marca que as pessoas ou amam ou odeiam. Ainda assim, é interessante perceber algumas mensagens e códigos que trazem um toque inovador à forma como entendemos moda atualmente. O que vocês acham? Ainda haverá mais desfiles ao longo desses dias e estarei ansiosa para vir compartilhar com vocês!

Beijos, Lalá.

O IMPÉRIO CONTEMPORÂNEO DE RICK OWENS

Hoje, dia 20 de junho, a semana de moda masculina foi tomada pela apresentação majestosa do fascinante estilista Rick Owens. No Palais de Tokyo, o designer revive o Império Romano e outros contextos icônicos da antiguidade para um desfile cinematográfico de verão 2025. Vamos conferir?

Com a coleção intitulada “Hollywood”, o estilista, que é tão fascinante e incompreendido ao mesmo tempo, sempre foi mestre em chamar a atenção e apresentar verdadeiros espetáculos, e desta vez não foi diferente. Com uma cartela de cores tomada por tons de branco e roupas super experimentais, Rick Owens homenageia as artes através das suas roupas, que remetem às esculturas de mármore, brincando com silhuetas humanas e mitológicas.

De tom romântico e subversivo, as silhuetas da coleção passeiam entre os plissados, vestidos esvoaçantes, peças com um tom de apocalipse cinematográfico com uma cara de ficção científica, e tecidos acetinados que lembram metal derretido, criando uma imersão ainda mais densa no universo pensado pelo estilista. A beleza e o styling do desfile também agrega uma imagem de moda ainda mais forte, marcada por capuzes, balaclavas e maquiagens extravagantes e subversivas. Tudo com um ar ritualístico e escultural, misturado com muito drama e teatralidade.

Propondo uma nova estética e um universo com códigos próprios, não é a toa que Rick Owens continua como um dos designers mais icônicos da contemporaneidade e segue juntando diversos seguidores e apaixonados pelo seu trabalho. O que vocês acham? Gostam dessa estranheza chique que o designer propôs? Me contem!

Beijos, Lalá.

CLOSER- A DUALIDADE ENTRE O REAL E O IMAGINÁRIO DA PRADA

A temporada de moda masculina começou em Milão no dia 14 de junho, somando mais de 50 desfiles para essa temporada. A abertura das apresentações ficou nas mãos da Moschino na sexta-feira, com o encerramento marcado para hoje, dia 18, com a coleção da Louis Vuitton, a caminho do próximo destino dessa temporada: Paris! Com tantos desfiles, escolhi um dos que mais gostei para trazer para vocês hoje: a coleção masculina da Prada, pelas mãos talentosas de Miuccia e Raf Simons.

Com uma paixão única pela brincadeira entre o que é real e o imaginário, a dupla de estilistas traz esse conceito para a coleção. Nomeada de Closer, o desfile gira em torno da ideia do olhar atento, da proximidade e de desafiar as percepções. Com um conceito de ilusão de ótica regendo a base do desfile, cada look nos convida a olhar duas vezes para ele e analisar o que de fato é cada uma das peças.

Com uma silhueta dos anos 90 desconstruída, a primeira coisa que chama a atenção na coleção são as peças encurtadas, com um caimento que beira o estranho, mas que ainda carrega um ar sofisticado — códigos que também já fazem parte do universo Prada, quase como uma auto-referência a outros looks icônicos da grife. As inovações também adentram o desfile através da experimentação com franzidos, mangas curtas, silhuetas que alongam e achatam o corpo, e as ilusões de ótica provocadas por bordados que parecem cintos, golas pintadas no próprio tecido que contrastam com o tronco, sobreposições que, na verdade, são apenas uma peça, e padronagens que, na verdade, são feitas com estampas. Toda a coleção possui um tom vintage e contemporâneo ao mesmo tempo.

Inspirados pela beleza jovem, Miuccia e Raf focaram seus esforços em uma coleção que utiliza códigos estéticos infanto-juvenis com elementos mais sociais, como as alfaiatarias, trazendo um conceito dual e muito interessante para o verão de 2025. Eu adoro a Prada e amei como eles também ousaram na coleção masculina. Já estou ansiosa para ver os próximos desfiles e vocês?

Beijos, Lalá.