MINHA EXPERIÊNCIA QUANTO À INTRODUÇÃO ALIMENTAR DOS MEUS FILHOS

As mamães que me acompanham têm me perguntado bastante sobre a introdução alimentar (IA) da Maria Luísa, principalmente quando comparada ao método que usei para introduzir alimentos na dieta do Pedro. Ontem compartilhei alguns “achismos” nos meus stories do Instagram e esclareci algumas dúvidas frequentes, também. Para complementar essa informação tão útil para nós mamães, resolvi trazer mais detalhes sobre o tema também neste post, explicar melhor o que é cada método e aportar algumas informações científicas. Vamos lá?

QUANDO COMEÇAR A IA?

Antes de escolher um método de introdução alimentar, é importante que cada mamãe e papai entenda o momento certo para dar início a esse processo. A Organização Mundial da Saúde recomenda oficialmente que os pais comecem a complementar a nutrição com leite materno, oferecendo alimentos ao bebê a partir de seus 6 meses de idade. Essa idade pode variar, contudo, de acordo com as necessidades específicas para o desenvolvimento de cada bebê. Por isso, consulte seu pediatra para iniciar e acompanhar todo este processo.

QUAIS SÃO OS MÉTODOS PARA A IA

Há dois métodos principais para introduzir alimentos à dieta dos bebês. O primeiro deles se pauta nas tradicionais “papinhas”. Segundo o Manual de Orientação do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, nesse método recomenda-se que a alimentação complementar do bebê seja espessa e oferecida com colher, evoluindo gradativamente até a ingestão de alimentos mais sólidos. O segundo método, o BLW, conta com uma abordagem alternativa e que tem ganhado muitos adeptos em todo o mundo. 

O QUE É O BLW?

O método BLW nada mais é que a abreviação do termo Baby-led Weaning, que traduzido do inglês significa “desmame guiado pelo bebê”. Assim nomeado pela agente de saúde britânica Gill Rapley, o BLW se baseia na premissa de que a introdução alimentar tradicional era recomendada quando acreditava-se que o bebê necessitava de alimentação complementar ao leite materno já aos 3 meses de idade. O BLW defende que, a partir dos 6 meses, as capacidades motoras e desenvolvimento do bebê já permitem uma IA pautada em alimentos sólidos, e é nisso que se difere do método tradicional.

COMO FAZER O BLW?

Um dos grandes atrativos do BLW é a possibilidade de oferecer ao bebê elementos da própria refeição familiar. Outra vantagem é que o método dá a oportunidade ao bebê de conhecer novas texturas e sabores, e a identificar o gosto de cada alimento – algo mais difícil no método tradicional, já que as papas misturam alimentos em um único sabor. Para fazer o BLW, é essencial disponibilizar alimentos apropriados e cortados em formatos que permitam que o bebê os ingira com as próprias mãos. É importante achar o equilíbrio entre a autonomia que é oferecida ao bebê durante a alimentação e os cuidados necessários, para que assim ele possa comer com as próprias mãos, tendo uma experiência sensorial e segura. Paciência e atenção são palavras chave nesse processo.

MINHA EXPERIÊNCIA

É claro que cada mamãe deve, com o conselho de seu pediatra, seguir o método que julgue mais seguro para seu filho. No meu caso, o BLW trouxe resultados incríveis para a alimentação e desenvolvimento do Pedro. O Pedro come absolutamente tudo, sem tempo ruim e com muito gosto! A única comida que ele recusou até hoje foi a berinjela. Se isso foi resultado do BLW ou não, não dá para afirmar com certeza, mas é um fato que este método amplia o paladar infantil, já que cada alimento representa uma experiência e um gosto diferente para o bebê. No caso da Maria Luísa, como ela nasceu prematura e, portanto, o ganho de peso é sempre uma questão, optamos pelo método tradicional, uma vez que o BLW exige muito mais tempo para que o bebê coma, ao passo que com a papinha o bebê tem mais facilidade para comer em maiores quantidades e, consequentemente, a ingestão calórica é maior. Outro ponto que nos levou a optar pelo método tradicional foi o episódio que vivemos com um engasgue do Pedro. Passamos por dias muitos complicados na UTI depois que o Pedro se engasgou com um grão de milho e, querendo ou não, isso nos trouxe um certo trauma. É importante ressaltar, contudo, que isso não exclui os benefícios do BLW, apesar de salientar a importância de ter a atenção e os cuidados redobrados neste método.

Por fim, reforço mais uma vez a necessidade primordial de ter o acompanhamento de um pediatra para qualquer método de IA. E ah, não deixe de compartilhar dicas, dúvidas ou experiências aqui nos comentários!

Se quiser saber mais sobre esse assunto, tenho dois IGTVs disponíveis com a Bruna Lima, especialista em introdução alimentar! Você pode assistir aos vídeos clicando aqui para o vídeo 1 e aqui para o vídeo 2.

Beijos, Lalá.

8 respostas para “MINHA EXPERIÊNCIA QUANTO À INTRODUÇÃO ALIMENTAR DOS MEUS FILHOS”

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