
A semana de Nova York continua a todo vapor, com apresentações de tirar o fôlego, como o novo underwear proposto pela Calvin Klein e as texturas de verão da Proenza Schouler. Entretanto, uma das ideias que mais chamou a atenção surgiu ontem, dia 15 de setembro, nas passarelas da Coach.


Sob a direção criativa de Stuart Vevers, a coleção de verão da Coach explora as proporções das roupas, trazendo protagonismo para as peças de baixo, que brincam com volumes, estampas e amplitudes. A proposta readapta a alfaiataria e aposta em tecidos considerados casuais, trabalhando a dualidade entre cortes tradicionais e o caimento de materiais que remetem a uma estética mais jovem. Assim, transita por ambiguidades visuais e revisita o olhar vintage em direção a um estilo que já vem sendo consolidado, sobretudo pela geração Z, na qual conforto e novas interpretações do belo se misturam, criando imagens renovadas de moda. As peças de cima também dialogam com essa visão, tornando-se mais ajustadas — diferente do que vínhamos observando nas últimas edições — e dando espaço a materiais como couro, tule e malhas, que acentuam as silhuetas e deixam tudo bem rente ao corpo.






Stuart Vevers consegue reimaginar os signos estadunidenses que tornaram a Coach reconhecida mundialmente, o que explica a forma como a marca continua atraindo atenção e ocupando um lugar relevante, mesmo com códigos que remetem a outro momento da moda. Ainda assim, consegue dialogar com diferentes gerações e, sobretudo, despertar desejo em quem acompanha seus desfiles. Estou ansiosa para ver as próximas coleções, e vocês?
Beijos, Lalá.
