
Hoje, dia 7 de outubro, chega ao fim a Paris Fashion Week. Após mais de uma semana de desfiles e coleções que marcam a chegada do verão, ao lado das novas tendências, apresentaram-se também novos diretores criativos nas casas mais tradicionais — um movimento que representa um novo começo para essas etiquetas, trazendo atualidade sem abrir mão dos signos mais conhecidos de cada maison. E hoje falamos sobre um dos diretores que encerram essa temporada com talento e maestria já em sua estreia: Matthieu Blazy!


Encontrando o meio-termo entre os códigos tradicionais da marca — como as pérolas, os casaquetos e as flores —, Matthieu Blazy retoma os simbolismos que se tornaram icônicos na história da Chanel, especialmente suas silhuetas retilíneas que marcaram os anos 1920. Ele mistura esse legado com seu olhar atualizado, resgatando texturas que também marcaram outras eras da maison, como o xadrez e as padronagens, que agora ganham características mais experimentais, criando um respiro e um frescor para esta nova coleção da Chanel — que parece ganhar ainda mais graça quando comparada às que se sucederam nos últimos anos.
Romântica e cheia de sentimentalismo, a coleção explora tons neutros, mas não deixa de lado as cores saturadas, trabalhando vermelhos, acobreados e um mix de estampas e tonalidades diversas, que aparecem tanto nas texturas e superfícies têxteis quanto na própria construção das padronagens dos conjuntos. Matthieu Blazy alcança um olhar renovado para a marca, mas ainda assim aponta para um futuro em que a criatividade ganha força ao lado da autenticidade, sem perder os pilares da sofisticação clássica que moldaram o nome de Gabrielle Chanel na história da moda.






O clássico e o inovador se encontram na passarela francesa, marcando o término de mais uma semana de moda que promete renovar as tendências de verão e nos deixa com um gostinho de quero mais para as próximas temporadas que vêm pela frente! Eu amei as propostas deste ano, e vocês?
Beijos, Lalá.

