FRANZIDOS E LAÇOS DOMINAM A MODA STREET

Com o estilo romântico em alta, começamos a ver ainda mais elementos que entram para a lista das outras microtendências que conversam com a grande tendência do Coquette e do hiperfeminino. E ao que tudo indica, ela não irá embora tão rápido. Agora, juntamente com as sapatilhas, as cores pastéis e os balonês, a textura dos franzidos e os laços utilitários também entram para a lista dos queridinhos do momento.

Os detalhes fazem a diferença, e com os franzidos não seria diferente. Feitos com uma técnica de costura onde você passa algumas linhas (ou elástico) e vai puxando para criar um excesso de tecido, produzindo a textura na peça. Os franzidos são finos e delicados e, por isso, adicionam um ar mais girlie às roupas. O acabamento já foi sucesso nos anos 90 e agora retorna nas camisetas, vestidos e até em calças. É um detalhe que complementa muito bem nossas produções de moda e ajuda a tirar o nosso visual de um lugar comum e básico, deixando as peças ainda mais fashionistas.

Os laços também já não são novidade nessa tendência de estilo; porém, o que muda agora é que eles perdem um pouco da sua função decorativa e passam a se tornar também um detalhe utilitário. Principalmente nas camisas que estão em alta no momento, a amarração no decote cria um aspecto mais sexy para essa tendência super feminina, que também aparece acompanhada das mangas bufantes, golas maximalistas e peças feitas com Laise e renda, equilibrando bem essa estética “bonequinha” com a ousadia da pele à mostra pelos laços. 

Por mais que alguns elementos se repitam, a volta destes em novos formatos ajuda a estética hiperfeminina a se manter em ascensão por mais tempo, justamente por ir, aos poucos, atualizando uma tendência à qual nossos olhos já estão se acostumando. Dessa forma, também diminui o ciclo de novas tendências que surgem e somem rapidamente, trazendo um consumo mais consciente e sustentável.

Beijos, Lalá. 

O FRESCOR E A DELICADEZA QUE A CHEGADA DO VERÃO PEDE- A APOSTA DO MOMENTO SÃO OS LOOKS ALL WHITE

Apesar de associarmos os looks total white como algo muito característico do Ano Novo, a combinação das peças monocromáticas chega com tudo nessa virada de estação europeia. Agora, os vestidos brancos são as escolhas mais procuradas para garantir um look clean, elegante e, principalmente, confortável para os dias mais quentes.

A ascensão dos looks brancos vai desde o street style até os vestidos finos no Festival de Cannes, que aconteceu nesta última semana. A super modelo Bella Hadid foi uma das famosas que marcaram o red carpet com um vestido branco assinado pela Jacquemus, da nova coleção Resort da marca. Anya Taylor-Joy e Leonie Hanne também apostaram em peças que chamavam a atenção nas cores brancas.

Sempre que pensamos nos looks brancos monocromáticos, automaticamente remetemos à ideia de um outfit sem graça ou não muito fashion. Entretanto, é através do street style que observamos como a criatividade na hora da composição pode dar outra cara a qualquer estilo. Uma macro tendência que observamos muito nas semanas de moda foram as texturas, e agora elas se juntam com a tendência do all white, dando vida a roupas mais interessantes. As rendas, as aplicações de flores e o jogo de tecidos transparentes e mais pesados são boas formas de trazer mais ousadia aos visuais considerados mais “simples”. Além disso, os acessórios e os sapatos também são essenciais para fugir dos looks muito básicos. As bolsas com padronagens diferentes e os sapatos coloridos são boas apostas para agregar nos looks monocromáticos, trazendo contraste nos detalhes.

Investir em recortes e modelagens diferentes também pode ser uma opção mais fácil para aderir a essa tendência aos poucos e ir adaptando cada peça ao seu próprio estilo. As calças, camisas e tank tops podem ser boas opções para montar looks que servem tanto para o escritório quanto para o dia a dia, e por isso elas são opções super versáteis, ainda mais caso você ainda tenha um pé atrás em relação aos looks completamente brancos. Os laços e as saias mais volumosas também são boas apostas para looks mais femininos e delicados e, quando misturados com outras peças mais sociais, ganham uma silhueta ousada e moderna. 

Confesso que adoro os looks all white, principalmente para o trabalho, já que eles criam uma imagem elegante e super requintada, mas leve ao mesmo tempo. E vocês? Preferem produções sociais ou mais descontraídas?

Beijos, Lalá.

O BÁSICO NADA BÁSICO- A ASCENSÃO DAS CAMISAS SOCIAIS

Nos últimos tempos, estamos acompanhando a ascensão de um estilo elegante e social combinado com peças casuais e confortáveis. Por isso, as camisas voltaram com força, um item básico, porém super elegante, atemporal e essencial no guarda-roupa. Essa peça, já tão conhecida, carrega muita história e está presente em diversas produções. Vamos conferir?

Nossas roupas sempre carregam uma mensagem e uma identidade, e a camisa, além de tudo isso, carrega muita história sobre a relação de nós, mulheres, com o vestuário. Criadas primeiramente como um item essencial no guarda-roupa masculino, as camisas sempre foram um símbolo de status e de trabalho. Porém, com o começo dos anos 20, época de pós-guerra, a estética andrógina surge como um reflexo dos movimentos que lutavam pelos direitos femininos. A partir disso, começa a surgir o conceito de mulher moderna, e as peças do guarda-roupa masculino começam a ganhar espaço nos visuais femininos. Assim, a camisa começa a ser combinada com saias amplas, devido à sua funcionalidade e praticidade.

Apesar das camisas originalmente serem feitas de algodão, hoje em dia podemos ver que essa tendência não se limita apenas à sua forma clássica. Por isso, a peça passeia por modelagens, estampas, cores e tecidos diferentes, tornando-se super adaptável a diversas ocasiões e estilos, mesmo que ela, na cor branca, seja sempre a mais procurada. A alteração do colarinho também foi uma forma de trazer uma cara mais moderna à modelagem, e diversas marcas já utilizam isso para criar designs únicos e singulares, tornando-as mais maximalistas ou divertidas através de desenhos e técnicas manuais, como o bordado.

No começo, as camisas demoraram para ganhar seguidores no streetwear, já que sempre foram vistas como um símbolo de status social e de um visual elegante. Porém, a peça agora ganha utilidades variadas nas produções de moda, passando a ser combinada com bermudas, saias volumosas, peças esportivas e as clássicas alfaiatarias. Além disso, são também ótimas apostas como terceira peça para complementar um look, podendo também mudar de formas através de um styling criativo.

As camisas são muito democráticas e versáteis, e com certeza são uma peça essencial no guarda-roupa de toda fashionista! Confesso que é uma das minhas peças preferidas. E a de vocês?

Beijos, Lalá. 

O BOHO CONTEMPORÂNEO NA COLEÇÃO CRUISE 2024/25 DA GUCCI

Ontem, 13 de maio, aconteceu o primeiro desfile da coleção Cruise da Gucci, pelo diretor criativo Sabato De Sarno, na Tate Modern Gallery, em Londres. Com “Heart of Glass” da banda Blondie como trilha sonora e a participação da própria vocalista Debbie Harry, a atmosfera Boho tomou conta da passarela, combinando muito bem com essa nova fase estética da Gucci.

O local escolhido se relaciona diretamente com a história da maison, já que seu fundador, Guccio Gucci, trabalhou no Hotel Savoy e, a partir de suas experiências, teve a ideia de começar seu próprio negócio, inicialmente voltado para a produção de malas de viagem em couro e, ao longo do tempo, tornando-se a Gucci que conhecemos hoje em dia. Sabato conseguiu juntar passado e presente em um momento único, contando uma pequena parte da trajetória de 103 anos da marca através do cenário e das roupas.

Agora, se você tinha dúvidas de que o Boho estava voltando, aqui está a prova! Diferente da coleção apresentada pela Chloé na semana de moda passada, Sabato De Sarno explora o sexy que acompanha essa estética de forma contida, através dos comprimentos mini, transparências e dos decotes. Tudo isso misturado com a clássica alfaiataria, a estética dos trabalhadores dos anos 80 e o toque romântico das estampas e dos lenços de seda.

O desfile já começa com looks que misturam a alfaiataria dos blazers e das camisas em tons de marrom com os lenços coloridos e com o maior símbolo do trabalho: as calças jeans. A partir daqui, a passarela ganha cores combinadas a modelagens mais simples, mas com construções amplas e confortáveis. Os florais, o xadrez e as franjas agregam à coleção através da criação de texturas e movimento, trazendo um tom divertido na composição dos visuais. Já o encerramento fica por conta das transparências nas calças, saias e vestidos plissados esvoaçantes em cores vibrantes!

Os acessórios também chamam a atenção, complementando toda a atmosfera da coleção com as bolsas maximalistas feitas em couro e tecidos aveludados. Entretanto, as sapatilhas com as pontas quadradas, que já estavam ganhando espaço no street style, aparecem aqui como o toque final à imagem de moda da coleção, dando vida a esse Boho mais cool e contemporâneo. Fala sério, lindinhas demais, né?

A Gucci troca suas formas a cada mudança de diretor criativo, e Sabato de Sarno traz um equilíbrio entre as estéticas que já passaram pela Maison, procurando achar uma identidade única que converse com cada fase da grife, mas sempre focando na elegância clássica da moda italiana, que sempre brilha em nossos olhos! Mas e vocês? Gostaram da nova coleção?

 Beijos, Lalá.

72 ANOS DO ENFANT TERRIBLE- RELEMBRE A JORNADA DE JEAN PAUL GAULTIER NA MODA

Ontem, 25 de abril, Jean Paul Gaultier, um dos estilistas mais icônicos no mundo da moda, comemorou seu aniversário de 72 anos. Conhecido por sua estética provocante e disruptiva, ele se tornou uma figura única. Por isso, vamos relembrar a trajetória que o tornou um dos nomes mais importantes e revolucionários na indústria fashion? 

Jean Paul Gaultier nasceu em 1952, no subúrbio de Paris. O estilista, que já se interessava pela moda desde a infância, desenvolveu, com sua avó, os códigos que se tornaram indispensáveis para o seu trabalho, como os penteados, os laços e os espartilhos. Adentrando ao mercado de moda quando estava completando 18 anos, Gaultier foi contratado por Pierre Cardin. Lá, o estilista pôde aprofundar seus conhecimentos de moda, lançando alguns anos depois, em 1976, sua marca homônima e apresentando sua coleção de estreia.

Com o apoio de investidores, Gaultier conseguiu estabelecer sua marca, tornando-se o protagonista da alta-costura dos anos 80. E já ganhando o seu apelido icônico de “l’enfant terrible” ou criança rebelde, isso justamente por retratar as suas vivências e tudo aquilo que acontecia ao seu redor em seus desfiles. Apaixonado pelo guarda-roupa feminino, o estilista passou a desafiar as visões de moda da época, adotando a androginia como um código estético, vestindo modelos homens com peças femininas, dando vida a modelagens exageradas e criando peças modernas e cheias de sensualidade para as mulheres.

Gaultier também juntou uma legião de admiradoras, incluindo artistas como Madonna, que ajudou a estabelecer a peça mais icônica do estilista, o corset com dois cones pontiagudos nos seios, usado em sua turnê Blond Ambition. Entre as musas do estilista, também temos a artista burlesca Dita Von Teese, a supermodelo Carla Bruni e a cantora queer Beth Ditto, que já participaram das passarelas da maison.

Em 2020, o estilista anunciou sua aposentadoria, e a cada temporada de moda um designer é escolhido para apresentar uma nova coleção pela grife. Ao longo de todos esses anos, fica claro que Gaultier nasceu com um ideal de mundo, deixando até hoje um legado transgressor e inovador acompanhado de muita sensibilidade humana e vontade de trazer um vestuário que possa representar a todos. Um estilista incrível, não é? 

Beijos, Lalá.